Tóquio 2020

Olimpíadas Judô: Eduardo Yudi enfrenta israelense campeão mundial

Judô: Eduardo Yudi enfrenta israelense campeão mundial

Sagi Muki, adversário nesta terça-feira (27), assim como o brasileiro, treinou futebol e se tornou sargento no Exército

Muki foi campeão mundial em 2019

Muki foi campeão mundial em 2019

Kimimasa Mayama/EFE/28-08-19

No judô, muitos atletas de diferentes países acabam se conhecendo durante as muitas competições. No caso do brasileiro Eduardo Yudi terá pela frente, em sua estreia no tatame da Tóquio 2020, um israelense com o qual, apesar de não terem se enfrentado, participou de competições em comum.

O adversário de Yudi, 26 anos, na categoria até 81 kg, nesta terça-feira (27), às 0h11 (de Brasília), é uma das maiores esperanças de medalha de ouro de Israel, Sagi Muki, de 29 anos. Ambos têm duas características em comum: se tornaram sargentos dos exércitos do Brasil e de Israel, respectivamente.

Além disso, ambos treinaram futebol, vislumbrando possivelmente uma carreira no esporte mais popular do mundo. Yudi jogou na cidade de Araras (SP), onde cresceu, e Muki treinou no Maccabi Netanya, seu clube, da cidade onde nasceu.

Mas, no fim, prevaleceu o talento para o judô. Nascido no Japão, na cidade de Shimotsuma-shi, Yudi se tornou brasileiro e atleta do Esporte Clube Pinheiros. Prata no Pan-Americano de judô de 2020, Yudi tentará surpreender o judoca israelense, campeão mundial em 2019.

Para o locutor Shlomy Daniely, da Sport1, de Israel, Sagi Muki terá de se superar mais uma vez nos Jogos de Tóquio.

"Ele deveria chegar a Tóquio após um ano impressionante, que incluiu uma vitória histórica de um israelense no Campeonato Mundial de Judô, junto com a promoção ao Torneio Máster. Mas então veio a pandemia, o adiamento dos jogos, uma lesão prolongada nas costas e competições inexpressivas após o retorno ao tatame", observa.

Daniely, no entanto, acredta que Muki conseguirá ganhar uma medalha nesta competição.

"Muki foi bicampeão europeu - ganhando uma medalha de bronze este ano. Ele é o número 2 do mundo pesando até 81 kg, e ele costuma se superar quando está por baixo. Muki não é mais o grande favorito para o ouro, mas sem sua capacidade máxima, ele deve retornar de Tóquio com uma medalha no pescoço", observa.

Especialistas em judô, como o brasileiro Henrique Guimarães, bronze na Olimpíada de Atlanta, em 1996, acreditam que, em casos como esse, os judocas que não são favoritos, como Yudi, não podem perder o foco. Ele precisam entrar para a luta com a mesma confiança com que entrariam contra um atleta não tão bem posicionado no ranking.

Show de imagens: atletas treinam forte antes da estreia em Tóquio

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