Tóquio 2020

Olimpíadas Italiano conquista medalha inédita nos 100 metros em Tóquio 2020

Italiano conquista medalha inédita nos 100 metros em Tóquio 2020

Lamont Marcell Jacobs, oitavo do ranking, bateu favoritos na final que não contou com Usain Bolt pela primeira vez em 13 anos

  • Olimpíadas | André Avelar, do R7, em Tóquio, no Japão

Lamont Marcell Jacobs é o primeiro vencedor da era-pós Usain Bolt

Lamont Marcell Jacobs é o primeiro vencedor da era-pós Usain Bolt

Fabrizio Bensch/Reuters - 1/7/2021

A prova mais nobre do atletismo pode ter perdido a sua majestade. Mas ganhou outros tantos nomes incríveis. Lamont Marcell Jacobs tratou de seguir o legado deixado por Usain Bolt e venceu neste domingo (1º) os 100 metros rasos, no Estádio Olímpico de Tóquio 2020, com o tempo de 9s80, a primeira medalha para a Itália na prova.

Fred Kerley, dos Estados Unidos, e Andre de Grasse, do Canadá, que também havia sido bronze na Rio 2016, completaram o pódio na capital japonesa.

Confira na classificação dos 100 metros:

Lamont Marcell Jacobs - Itália - 9s80
Fred Kerley - Estados Unidos - 9s84
Andre de Grasse - Canadá - 9s89
Akani Simbine - África do Sul - 9s93
Ronnie Baker - Estados Unidos - 9s95
Bingtian Su - China - 9s98
Enoch Adegoke - Nigéria - não terminou
Zharnel Hughes - Grã-Bretanha - desclassificado

"Foi totalmente inesperado. O meu objetivo era estar aqui e fazer a final. E venci a final. É incrível e não tenho palavras para descrever esse momento. Acho que preciso de quatro ou cinco dias para entender o que aconteceu, mas é realmente incrível", disse Jacobs, nasceu em El Paso, no Texas, nos Estados Unidos, mas tem profundo carinho pelo país da mãe.

Jacobs e Gianmarco fizeram a festa da Itália no Estádio Olímpico

Jacobs e Gianmarco fizeram a festa da Itália no Estádio Olímpico

Dylan Martinez/Reuters - 1/7/2021

Essa é a primeira edição de Jogos Olímpicos em 17 anos sem Bolt, que só não foi à final em Atenas 2004. O jamaicano, que revolucionou a história do atletismo, se aposentou após o tricampeonato (Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016). O temor da comunidade olímpica era que a ausência do agora ex-corredor pudesse ser mais falada que as novas histórias a serem contadas.

E o italiano chegou sem lá muito favoritismo na pista do Estádio Olímpico, até mesmo pela falta de tradição do país em provas rápidas. O incentivo que talvez faltasse veio minutos antes. Na prova anterior, no salto em altura masculino, Gianmarco Tamberi conquistou a medalha de ouro e empolgou a delegação e os jornalistas presentes na tribuna.

“Foi a coisa mais incrível que aconteceu na minha vida. Eu vi dois italianos ganharem medalha no atletismo em menos de dez minutos”, disse Luca Lovelli, do jornal Azzuri di Gloria, que dividia uma das bancadas do evento com a reportagem do R7.

O sul-africano Akani Simbine, mais bem posicionado no ranking, era um dos favoritos ao lado dos americanos. Uma largada ruim, no entanto, o tirou da briga pelo pódio ainda nos primeiros 60 metros. Na parte final, Jacobs travou um duelo interessante com Kerley, mas venceu nos metros finais.

Cadê os jamaicanos?

A ausência de Bolt foi pior para a equipe masculina jamaicana de atletismo do que propriamente para os Jogos Olímpicos. O país não classificou um corredor sequer para a grande final. Yohan Blake, que já foi o ‘novo Bolt’, ficou com o 18ª melhor tempo, atrás até do compatriota Oblique Seville, o 12º colocado.

Em compensação, ainda no sábado, Elaine Thompson-Herah, Shelly-Ann Fraser-Pryce e Shericka Jakcson fizeram um pódio inteiramente jamaicano. A premiação, minutos antes da grande final do dia, foi o melhor momento do país de tanta tradição nas provas de velocidade.

Representante brasileiro, Paulo André parou na semifinal. O atleta, de 22 anos, fez o tempo de 10s04.

Mesmo sem Bolt, a prova contou com boas histórias. O jamaicano não estava presente, mas ainda tem sua marca com o recorde olímpico (9s63) e mundial (9s58).

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