Tóquio 2020

Olimpíadas Isaquias cola no recorde de maior medalhista brasileiro: ‘É uma honra’

Isaquias cola no recorde de maior medalhista brasileiro: ‘É uma honra’

Canoísta deixa Tóquio 2020 com quatro conquistas olímpicas, uma a menos que velejadores Robert Scheidt e Torben Grael

  • Olimpíadas | André Avelar, do R7, em Tóquio, no Japão

Medalha de ouro era a que faltava na coleção olímpica do canoísta Isaquias Queiroz

Medalha de ouro era a que faltava na coleção olímpica do canoísta Isaquias Queiroz

Miriam Jeske/Divulgação/COB - 7/8/2021

Autêntico que só, Isaquias Queiroz chegou para Tóquio 2020 com o sonho de se tornar o maior medalhista brasileiro em Jogos Olímpicos. A história em águas japonesas não foi bem como o canoísta imaginava, mas, nem por isso, não merece comemoração. Ouro no C1 1000 metros, o atleta alcançou a sua quarta medalha da carreira e colou no recorde estabelecido pelo velejador Robert Scheidt.

Isaquias, apenas em sua segunda Olimpíada, tinha a oportunidade de conquistar uma medalha também na canoa dupla, na prova do C2 1000 metros. No barco com o novo parceiro Jacky Godmann (Erlon de Souza se machucou antes da competição), os dois conseguiram apenas a quarta colocação. Por sua vez, em sua sétima edição dos Jogos, Scheidt terminou na oitava colocação.

Com os resultados, Scheidt se manteve com cinco medalhas olímpicas, sendo duas de ouro, duas de prata e uma de bronze. Ainda na vela, Torben Grael também tem cinco conquistas, mas são dois ouros, uma prata e dois bronzes. Isaquias conquistou duas pratas e um bronze na Rio 2016 e agora somou um ouro em Tóquio 2020.

Isaquias completou apenas sua segunda Olimpíada

Isaquias completou apenas sua segunda Olimpíada

Miriam Jeske/Divulgação/COB - 7/8/2021

“Ainda tenho que treinar bastante para chegar no nível deles e conquistar mais duas medalhas em Paris 2024 e passar. Mas tanto o Robert Scheidt, quanto o Torben Grael, são heróis olímpicos e não tem como apagar a história deles. Ainda que passe em número de medalhas, o que eles fizeram jamais será apagado. Eles foram inspirações para nós brasileiros”, disse o atleta, de 27 anos, exausto após a prova na Sea Forest Waterway.

O canoísta disse que fica de novo cansado só de pensar o tanto que vai ter de treinar para Paris 2024. Em suas próprias palavras, ele viverá um ciclo olímpico em que será o alvo a ser atingido. Ainda assim, as condições são boas para o baiano de Ubaitaba. Com o cuidado de não parecer arrogante, ele frisou que as conquistas são resultados de horas e horas de treinamento.

Vem mais em Paris 2024

O COI (Comitê Olímpico Internacional) e a FIC (Federação Internacional de Canoagem) já afirmaram que as provas de 1000 metros darão lugar às de 500 metros na raia parisiense. A mudança favorece o brasileiro tricampeão na distância.

Treinador de Isaquias desde a morte de Jesús Morlán, em outubro de 2018, Lauro Junior, o Pinda, disse que a maior qualidade do seu atleta é não sentir medo dos desafios. Por isso, o compromisso para Paris está firmado apesar das férias até janeiro.

“Falei para o Isaquias que só quero ver ele lá em janeiro. Agora é para ele ir descansar, ficar com a família dele, com o povo dele e se desligar da canoagem um pouco”, disse Pinda.

Veja as medalhas conquistadas pelo Brasil nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020

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