Olimpíadas Convocado para seleção, Didi relembra bronca de veteranos

Convocado para seleção, Didi relembra bronca de veteranos

Ala brasileiro, agora também jogador do New Orleans Pelicans, está em primeira chamada para pré-Olímpico rumo à Tóquio 2020

  • Olimpíadas | André Avelar, do R7

O ditado é antigo, mas o ensinamento ainda tem lá seu valor. Didi Louzada provou que “é errando que se aprende” e, de um lance que poderia ter marcado negativamente a sua carreira, se reergueu, estreou na NBA na semana passada e foi chamado na última quarta-feira (19) para a primeira lista dos convocados para o pré-Olímpico de Basquete. O time busca uma das vagas que ainda restam rumo à Tóquio 2020.

Da partida contra a Grécia, pela Copa do Mundo, em setembro de 2019, na China, pra cá, Didi evoluiu. Naquela ocasião, um jovem um tanto afoito para mostrar os seus poderes defensivos fez uma falta antes do meio da quadra, a dois segundos do fim do jogo que, por muito pouco, não complicou o caminho da seleção no torneio. O jogo estava 79 a 76 para o Brasil contra o time do astro Giannis Antetokounmpo. Kostas Sloukas foi para os três lances livres, mas converteu só dois, possibilitando a vitória brasileira por um ponto.

Didi, o apelido do Marcos Henrique de Cachoeiro do Itapemirim (ES), deixou a equipe de Franca em 2019, foi draftado na 35ª escolha pelo Atlanta Hawks, trocado para o New Orleans Pelicans e transferido para o Sidney Kings, da Austrália, para ganhar mais experiência. E ganhou. Hoje, aos 21 anos, de 1,96 m, o ala se permite lembrar com serenidade daquele episódio. Em entrevista virtual com jornalistas brasileiros para marcar seus primeiros jogos com os Pelicans, o camisa número 0 disse que aprendeu com a bronca dos veteranos em quadra.


“Depois do jogo, o Alex chegou em mim e conversou comigo, o Leandrinho, o Varejão também… Eles me abraçaram, falaram para eu não me preocupar que era de jogo. Ali na hora estava quente, cabeça quente, mas nos vestiários eles conversaram comigo e entendi o que eles passaram para mim e conseguir aprimorar”, disse Didi, que estreou na NBA na derrota dos Pelicans para o Dallas Mavericks, de Luka Doncic.

Didi estreou na NBA na derrota dos Pelicans para os Mavs, de Luka Doncic

Didi estreou na NBA na derrota dos Pelicans para os Mavs, de Luka Doncic

Jerome Miron/Reuters - 13/5/2021

O jogador, com contrato com os Pelicans para a próxima temporada, é inegavelmente umas das peças centrais para a renovação de uma geração. Do time que reconduziu o Brasil aos Jogos Olímpicos depois de três edições ausentes, Anderson Varejão, Alex Garcia e Marcelinho Huertas também estão na mesma pré-lista, mas apenas 16 jogadores irão para a disputa em Split, na Croácia, a partir de 29 de junho.

Divididos em minigrupos, o Brasil pega os donos da casa e a Tunísia na primeira fase. Caso se classifique, irá cruzar com as equipes do Grupo A (Alemanha, Rússia e México) em uma fase mata-mata. Só o campeão de cada um dos quatro pré-Olímpicos terá a vaga garantida para Tóquio 2020.

Apesar de recém-chegado à equipe da Luisiana, Didi deu mostras de que ficaria honrado em mais uma vez defender a camisa da seleção brasileira. O técnico Aleksander Petrovic, que conhece Didi desde as categorias de base, deve enviar a lista final à Fiba nas próximas semanas.

“[A minha relação com a seleção brasileira] não tem preço. Desde pequeno, era o meu sonho estar representando o meu país em um dos maiores campeonatos do mundo. Tive o prazer de representar o Brasil na Copa do Mundo, na China, em 2019, e então estou muito feliz de ser convocado de novo”, disse o ala.

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