Tóquio 2020

Olimpíadas Com Durant & Cia., EUA estreiam neste domingo no basquete

Com Durant & Cia., EUA estreiam neste domingo no basquete

'Dream Team', que já não tem a força de outros tempos, enfrenta a França, às 9h; o Brasil está fora dso torneios masculino e feminino

Durant enfrenta o espanhol Abalde em amistoso

Durant enfrenta o espanhol Abalde em amistoso

David Becker/EFE/18-07-21

Com o astro Kevin Durant e outros jogadores da NBA, a seleção de basquete dos Estados Unidos estreia na Olimpíada de Tóquio 2020 neste domingo (25), às 9h, enfrentando a França. Já o Brasil não conseguiu se classificar no basquete nem no masculino nem no feminino.

Para o apaixonado por esportes coletivos, as competições olímpicas do basquete se assemelhavam a uma Copa do Mundo no Futebol. Quando o Brasil entrava em quadra, muitos vibravam com as atuações de Oscar, Marcel, Paula, Hortência, Janeth, Guerrinha e tantos outros que davam aos Jogos uma emoção especial.

A maior delas, quando a seleção feminina venceu a forte Ucrânia, na semifinal, por 80 a 61. Na final, com a prata garantida, veio a frustração diante da forte seleção americana, de Tereza Edwards e Lisa Leslie. Mas, nestes Jogos, pela primeira vez, desde 1992, quando a seleção brasileira feminina estreou, o Brasil não terá representante nem no masculino nem no feminino.

A alternativa para os adeptos do esporte no País, agora, é assistir aos jogos dos Estados Unidos, país da NBA, tão popular em solo brasileiro. A equipe masculina americana, dirigida pelo experiente Gregg Popovich, cinco vezes campeão da NBA pelo San Antonio Spurs, ainda mantém a áurea de um Dream Team, nestes tempos de basquete marcados pela diversidade, consciência política e equilíbrio em quadra.

Muitas outras seleções, com a globalização, também passaram a contar com atletas que atuavam na NBA, mais aberta a jogadores de outros países, principalmente a partir do fim dos anos 90. Mesmo diante dessa ampliação da força do basquete, o time americano, porém continua como a equipe a ser batida.

É verdade que tem sido derrotado por mais vezes, como vem ocorrendo nos últimos amistosos, quando o time também se deparou com a ameaça da covid-19, que já tirou o convocado Zach Levine, ala do Chicago Bulls.

Como é verdade, também, que, quando se empenha, a equipe americana continua sobrando na disputa pelos títulos. Os Estados Unidos, desde 1936, quando as competições de basquete começaram a ser realizadas em Olimpíadas, só não foi campeão em quatro edições.

São 15 ouros olímpicos, dois deles montando duas das maiores equipes de todos os tempos nos esportes coletivos.

O primeiro, conhecido como o mais legítimo Dream Team, de 1992, na Olimpíada de Barcelona, comandado por Chuck Daly, e formado por Magic Johnson, Michael Jordan, Christian Laettner, David Robinson, Patrick Ewing, Larry Bird, Scottie Pippen, Clyde Drexler, Karl Malone, John Stockton, Chris Mullin e Charles Barkley.

O outro, quatro anos depois, em seu próprio território, nos Jogos de Atlanta, quando Charles Barkley, Anfernee Hardaway, Grant Hill, Hakeem Olajuwon, Karl Malone, Reggie Miller, Shaquille O'Neal, Gary Payton, Scottie Pippen, Mitch Richmond, David Robinson e John Stockton formaram um time do mesmo nível do anterior.

Títulos seguidos

A equipe chega à Tóquio 2020 com três títulos olímpicos seguidos, o primeiro deles em 2008, com nomes como Kobe Bryant, Jason Kidd, LeBron James, Deron Williams, Michael Redd, Dwyane Wade, Dwight Howard, Chris Bosh, Chris Paul e Carmelo Anthony,

Em 2012, havia craques como Kobe Bryant, Tyson Chandler, Kevin Durant, LeBron James, Russell Westbrook, Deron Williams, Andre Iguodala, Kevin Love, James Harden, Chris Paul, Anthony Davis e Carmelo Anthony.

E em 2016, Jimmy Butler, Kevin Durant, DeAndre Jordan, Kyle Lowry, Harrison Barnes, DeMar DeRozan, Klay Thompson, Kyrie Irving, DeMarcus Cousins, Paul George, Draymond Green e novamente o tricampeão olímpico Carmelo Anthony, estavam na equipe.

A atual tem nomes de peso, apesar de outros, como LeBron James, James Harden, Anthony Davis e Stephen Curry novamente estarem de fora. Entrarão em quadra pela seleção americana craques como Kevin Durant, Draymond Green, Kevin Love, Damian Lillard, Jayson Tatum e Devin Booker, este, vice-campeão da NBA pelo Phoenix Suns.

A equipe dos Estados Unidos estreia neste domingo (25), às 9h (de Brasília) contra a França, pelo grupo A, que ainda tem Irã e República Checa. Contra o Irã, aliás, a partida terá uma conotação política que, no entanto, deverá ficar em segundo plano, como aconteceu na partida entre as duas seleções pela Copa do Mundo de futebol, em 1998, quando os elencos destes dois países, inimigos politicamente, se confraternizaram.

Além das questões ligadas à covid-19, os Estados Unidos tiveram uma preparação tumultuada em termos de resultados, com derrotas para a Austrália e Nigéria e alguns jogadores em quarentena. Também houve vitórias, como a de 83 a 76 sobre a Espanha em partida de exibição no último dia 18, em Las Vegas.

No torneio olímpico, as doze equipes estão divididas em três grupos de quatro, com os primeiros dois colocados avançando para as quartas de final, ao lado dos dois melhores terceiros colocados.

A partir de domingo, portanto, se inicia mais uma trajetória olímpica para o ainda Dream Team. Que, no entanto, já conta com rivais à altura. Pela França, por exemplo, atuam Rudy Gobert, do Utah Jazz, Boris Diaw, do San Antonio Spurs, e Evan Fournier, do Orlando Magic.

A Espanha, atual campeã mundial e bronze em 2016, terá, no grupo C, craques como Ricky Rubio, Rudy Fernández e os irmãos Marc e Pau Gasol.

Somente não estará presente a Grécia, do melhor jogador e campeão da NBA pelo Milwaukee Bucks, Giannis Antetokounmpo. Como se vê, a seleção americana continua como Dream Team. Mas há vários outros pequenos sonhos olímpicos espalhados em outras seleções nestes Jogos.

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