Tóquio 2020

Olimpíadas Brasileira faz história ao apitar jogo no basquete masculino em Tóquio

Brasileira faz história ao apitar jogo no basquete masculino em Tóquio

Andreia Silva, de 41 anos, fez parte da equipe de arbitragem na vitória arrasadora dos EUA sobre o Irã por 120 a 66

  • Olimpíadas | Do R7*

A brasileira Andreia Silva apitou o jogo EUA 120 x 66 Irã e se tornou a primeira árbitra em um jogo masculino em Jogos Olímpicos

A brasileira Andreia Silva apitou o jogo EUA 120 x 66 Irã e se tornou a primeira árbitra em um jogo masculino em Jogos Olímpicos

Brian Snyders/Reuters - 28.06.2021

Sem a presença do Brasil no torneio masculino e feminino de basquete em Tóquio, coube a uma paulista de 41 anos representar o país nos Jogos Olímpicos. Andreia Silva, nascida em Bauru, interior de São Paulo, foi a primeira mulher a apitar um jogo do basquete masculino na história das Olimpíadas. A estreia foi em grande estilo: jogo dos astros dos Estados Unidos contra o Irã, com vitória dos norte-americanos por 120 a 66.

Nos últimos anos, Andreia tem alcançado marcas importantes no basquete mundial. Em 2018, foi a primeira mulher a conseguir a licença black da Fiba (Federação Internacional de Basquete), o que permite ser árbitra em qualquer jogo, tanto no masculino quanto em torneios femininos.

Andreia Silva

Andreia Silva

Reprodução/Facebook

Já em 2021, Andreia Silva foi a primeira mulher a estar na equipe de arbitragem em uma final da Copa Intercontinental de Clubes, no confronto entre o San Pablo Burgos, da Espanha, e o Quimsa, da Argentina.

“Fiquei muito feliz quando recebi a escala para trabalhar no jogo masculino e no feminino. É muito bom saber que posso trabalhar tanto no masculino, quanto no feminino. Agora é seguir focada porque a Olimpíada ainda não acabou. É manter o foco para apitar o que vier pela frente. O importante é estar trabalhando aqui e fazendo o meu melhor”, disse Andreia.

Começo da carreira

Andreia deixou a cidade de Bauru aos 22 anos e se mudou para São Paulo para fazer o curso de arbitragem da Federação Paulista de Basketball. Para se manter na capital, apitava jogos universitários e passou pelas categorias de base, até ganhar chances em torneios profissionais masculino e feminino. Em 2010, Andreia passou a arbitrar jogos em competições internacionais.

Para ganhar a licença da Fiba, a brasileira teve que fazer os testes físicos mais difíceis para os árbitros e alcançar as mesmas marcas dos homens.

Estreia na Olimpíada

Andreia não foi a primeira árbitra brasileira a ser selecionada para trabalhar nos Jogos Olímpicos. Tatiana Steigerwald, em Atenas 2004, e Fátima da Silva, na Olimpíada de Pequim 2008, também participaram, mas não apitaram nenhum jogo do torneio masculino. Guilherme Locatelli é o outro árbitro brasileiro que estará em Tóquio.

A brasileira Andreia Silva foi a primeira mulher a apitar um jogo masculino de basquete em uma Olimpíada

A brasileira Andreia Silva foi a primeira mulher a apitar um jogo masculino de basquete em uma Olimpíada

Charlie Neibergall/AFP - 28.07.2021

O primeiro jogo olímpico de Andreia Silva foi logo diante das estrelas dos Estados Unidos. Em um jogo tranquilo para a equipe de arbitragem, os norte-americanos, que haviam perdido para a França na estreia, atropelaram o Irã por 120 a 66. O cestinha da partida foi Damian Lillard, armador do Portland Trail Blazers, que fez 21 pontos, com sete bolas de 3 pontos.

“Meu foco não é ultrapassar barreira ou quebrar recordes. Essas coisas acontecem naturalmente. O meu foco é trabalhar sério e fazer aquilo que eu amo”, completou a árbitra.

*colaborou André Avelar, do R7, em Tóquio, no Japão

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