Tóquio 2020

Olimpíadas Atleta das Bahamas toma coroa deixada por recordista nos 400 m

Atleta das Bahamas toma coroa deixada por recordista nos 400 m

Steven Gardiner levou a melhor em prova que estava sem sul-africano Wayde Nierkerk, um dos destaques da última Olimpíada

  • Olimpíadas | André Avelar, do R7, em Tóquio, no Japão

Gardiner, das Bahamas, é o novo rei dos 400 metros dos Jogos Olímpicos

Gardiner, das Bahamas, é o novo rei dos 400 metros dos Jogos Olímpicos

Kai Pfaffenbach/Reuters - 5/8/2021

As provas de 100 e 200 metros são as mais badaladas do atletismo. Mas vai dizer que os 400 metros não tem o seu glamour. Uma volta na pista do Estádio Olímpico nesta quinta-feira (5) e um novo rei foi coroado. Steven Gardiner, das Bahamas, na verdade, tomou a coroa deixada pelo recordista olímpico e mundial Wayde Nierkerk em Tóquio 2020.

Gardiner cravou o tempo de 43s85 para ficar com a medalha de ouro, 0s82 atrás do recorde olímpico e mundial de Nierkerk, conquistado na Rio 2016. O colombiano Anthony José Zambrano (44s08) foi o segundo, seguido pelo granadense Kirani James (44s19).

Gardiner assumiu liderança na última curva e sobrou na parte final da prova

Gardiner assumiu liderança na última curva e sobrou na parte final da prova

Pawel Kopczynski/Reuters - 5/8/2021

Nierkerk, que havia pulverizado o recorde mundial na pista do Estádio Nilton Santos, não aceitou ser celebridade após a conquista - ele foi 0s15 mais rápido que a lenda norte-americana Michael Johnson. Ainda assim, em uma partida de rúgbi amistosa sofreu uma séria lesão no joelho e precisou ficar seis meses sem treinar como deveria. Essa, inclusive, foi só a primeira lesão de um tumultuado ciclo olímpico.

Longe de sua melhor forma, ele aceitou o desafio de competir no Japão e, não deu outra, parou nas semifinais, em quinto na bateria em que os dois primeiros avançavam automaticamente. Acabava ali o sonho de defender o ouro olímpico na capital japonesa.

O trabalho de Gardiner foi mais tranquilo. Além de uma preparação menos tumultuada, o atleta das Bahamas desembarcou na capital japonesa credenciado pelo título mundial em Doha, no Qatar, há três anos.

Pela primeira vez desde Atenas 2004 sem Usain Bolt, o atletismo olímpico temeu não ter um ídolo de fácil reconhecimento, já que o carisma do jamaicano pouca gente pode igualar. Nos 100 metros, o italiano Lamont Marcell Jacobs levou a melhor; nos 200 metros, o canadense Andre de Grasse ficou com o ouro. Sem Nierkerk, Gardiner tratou de brilhar nos 400 metros.

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