Tóquio 2020

Olimpíadas Após derrota do vôlei, Virna lembra 2004: 'Bola que não cai'

Após derrota do vôlei, Virna lembra 2004: 'Bola que não cai'

Ex-jogadora diz que trauma da seleção brasileira masculina depois de perder para o comitê olímpico russo vai demorar a passar

Virna disse que o trauma da seleção masculina vai demorar para passar

Virna disse que o trauma da seleção masculina vai demorar para passar

Fotos de Reprodução/Instagram

Virna Piovezan, medalhista olímpica e ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei, foi outro nome a se solidarizar com a seleção masculina da modalidade, que perdeu para o comitê olímpico russo nas semifinais dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Em post publicado no Instagram, Virna relembrou das Olímpiadas de Atenas, em 2004, quando ainda jogava pela seleção e também perdeu o jogo para a Rússia.

"Vai demorar a passar. Não vou mentir pra vocês, meninos. Eu estive onde vocês estão agora. Durante muito, muito tempo, contra a mesma camisa russa, eu fiquei presa num pesadelo chamado 24 a 19. A última bola. Só uma bola. A bola que não cai", desabafou a ex-atleta.

"E a cada bola que não cai, o adversário fica mais forte e confiante. Cada bola que você não derruba, você alimenta quem está do outro lado. Nada mais dá certo. O que funcionava há dois minutos atrás, não funciona mais. Sem explicação. O adversário se agiganta e vira. Durante muito tempo eu vivi esse loopin de um placar que estava ganho, de uma vitória que estava tão perto, mas que ficou tão longe", completou.

Em outro trecho do texto, Virna aconselhou que os jogadores superem a tristeza e foquem na medalha de bronze que eles ainda vão disputar contra a seleção da Argentina. Ela também mandou energia positiva para os atletas,

"Façam um esforço. Porque tem uma medalha olímpica ainda em jogo. E ela vale sim! Nós não tivemos ânimo para entrar em quadra dois dias depois para buscar o bronze em 2004 e isso me frustra muito até hoje. A gente viu que não faltou empenho. Eles foram melhores. E ganharam. Perder faz parte do esporte. A Olimpíada é uma competição imprevisível em muitos aspectos. E por isso é tão especial. Estamos juntos. na alegria e na tristeza. Meu coração está aí com vocês."

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