Tóquio 2020

Olimpíadas Alison quer tubaína depois de 'cumprir a missão que foi dada’

Alison quer tubaína depois de 'cumprir a missão que foi dada’

Letra de rap ajudou medalhista dos 400 metros com barreiras em Tóquio 2020 a vencer desafio com amigos do interior de São Paulo

  • Olimpíadas | André Avelar, do R7, em Tóquio, no Japão

Alison beija a medalha de bronze que ganhou nos 400 metros com barreiras em Tóquio

Alison beija a medalha de bronze que ganhou nos 400 metros com barreiras em Tóquio

Aleksandra Szmigiel/Reuters - 03.08.2021

“Eu saí de casa e só vou voltar quando cumprir a missão que foi dada”. A frase é trecho de uma música, mas também resume a trajetória de Alison dos Santos até conquistar o bronze nesta terça-feira (3). O medalhista fez referência ao rap após os 400 metros com barreiras em Tóquio 2020 e pediu refrigerante de tubaína quando voltar para o Brasil.

Alison fez uma brincadeira com os amigos mais próximos e disse que só voltaria a tomar refrigerante se completasse a volta na pista, saltando as dez barreiras, em menos de 47 segundos. Deu, e muito, certo. O brasileiro, de São Joaquim da Barra, no interior de São Paulo, conquistou a medalha com o tempo de 46s72, que rendeu a terceira colocação em uma prova de altíssimo nível.

Para se ter um comparativo, o vencedor da Rio 2016, Kerron Clement, venceu com 47s73 naquela ocasião. Em Tóquio 2020, o norueguês Karster Warholm não só foi o primeiro colocado com 45s94, como também pulverizou o antigo recorde mundial de 46s70.

“Escutei a música do Kyan, O menino que virou Deus. Eu aconselho É muito boa. A música fala que eu trouxe esperança pra dentro de casa, sossego pra dentro de casa e que eu só voltaria pra casa quando cumprir a missão que foi dada e hoje a gente cumpriu a missão”, disse o atleta, ainda na área de entrevistas do Estádio Olímpico.

A preparação do atleta de 21 anos começou a se intensificar no final de março. Ao lado do técnico Felipe Siqueira, foram três meses treinando e recebendo conselhos de Joaquim Cruz, medalhista de prata nos 800 metros de Seul 1988. Já no Mundial de Revezamentos, em Doha, no Qatar, o atleta ainda conseguiu uma prata no 4x400 misto e pronto, já estava com o nível de confiança em competição de volta.

“A estratégia adotada foi ter essa experiencia com o Joaquim Cruz, que, para mim, é um exemplo de atleta e pessoa, mora nos Estados Unidos e trabalha na confederação norte-americana de atletismo. De lá fomos para Doha e ganhamos a reta final da preparação que precisávamos”, disse Siqueira.

Warholm, Benjamin e Alison fizeram o pódio dos 400 m com barreiras em Tóquio 2020

Warholm, Benjamin e Alison fizeram o pódio dos 400 m com barreiras em Tóquio 2020

Phil Noble/Reuters - 3/8/2021

Depois da medalha olímpica inédita para o atletismo brasileiro, o treinador deve permitir uma escapada na dieta do barreirista. O refrigerante à base de guaraná e com aroma de tutti-frutti é uma mania que Alison carrega desde criança.

“No dia 5, se preparem que só vou querer saber de tomar minha tubaína. Brasil, estou chegando”, disse o atleta, sempre muito espontâneo.

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