Tóquio 2020

Olimpíadas Abertura não terá megafesta em respeito às vítimas da covid-19

Abertura não terá megafesta em respeito às vítimas da covid-19

Time Brasil desfilará no Estádio Olímpico de Tóquio 2020 apenas com porta-bandeiras Ketleyn e Bruninho, além de dois dirigentes

  • Olimpíadas | André Avelar, do R7, em Tóquio, no Japão

Estádio Olímpico da capital japonesa não contará com a presença do público na abertura

Estádio Olímpico da capital japonesa não contará com a presença do público na abertura

Phil Noble/Reuters - 22/7/2021

Simplicidade não chega a ser a palavra, mas tampouco será um megaevento. O comitê organizador dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 tem consciência que, diante das mortes pela covid-19, não há clima para uma festa de exageros na Cerimônia de Abertura, nesta sexta-feira (23), no Estádio Olímpico da capital japonesa. Mesmo o desfile das delegações será reduzido.

As mortes pela infecção do novo coronavírus já ultrapassaram as 4,13 milhões em todo o mundo, desde o início da pandemia. Na região metropolitana da capital olímpica, ainda cética quanto à segurança do evento, foram 1.832 casos registrados no último dia 21, o mais alto desde janeiro deste ano.

Diante da potencial quinta onda de covid-19, os organizadores vetaram a presença de público nas arenas olímpicas — antes, havia o entendimento de que 50% da capacidade das arquibancadas até o limite de 10 mil pessoas seria um número seguro, mas um passo atrás foi dado em respeito aos protocolos de segurança.

Até por isso, também não é certo o número de atletas que desfilarão no evento que já não deve durar as mais de 3 horas de previstas. A expectativa é que menos de mil pessoas participem da festa no total. Para se ter uma ideia, na Rio 2016, 12 mil pessoas passaram pelo gramado do Maracanã, em uma festa que ficou marcada na história olímpica.

O Time Brasil terá os porta-bandeiras Ketleyn Quadros (judô) e Bruninho Resende (vôlei) como porta-bandeiras e mais dois dirigentes. O número é o mínimo para que se possa participar da cerimônia e, inclusive, deve ser a tendência para outras delegações, exceto pela anfitriã. Detalhes dessa logística deve ser definidos apenas nesta sexta, horas antes do evento.

"A decisão [de levar apenas dois esportistas] foi tomada levando-se em consideração a segurança dos atletas brasileiros em cenário de pandemia, minimizando riscos de contaminação e contato próximo, zelando assim pela saúde de todos os integrantes do Time Brasil", diz nota oficial do COB (Comitê Olímpico do Brasil).

Lembra do Super Mario na Rio 2016?

Shinzo Abe foi um dos grandes responsáveis pela escolha de Tóquio como sede-olímpica

Shinzo Abe foi um dos grandes responsáveis pela escolha de Tóquio como sede-olímpica

EFE - 22/8/2021

Brasilidade à parte, um dos pontos altos da Cerimônia de Encerramento da Rio 2016 foi a presença do então primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, vestido de Super Mario Bross. O político vestiu o chapéu do simpático encanador dos games, muito famoso no Japão, para inaugurar o novo ciclo olímpico.

Abe, que foi um dos grandes responsáveis pela segunda edição dos Jogos Olímpicos, no entanto, não estará presente no evento desta sexta. Segundo a emissora pública japonesa, NHK, o político estaria em compasso com a decisão de não ter público no estádio. Desta forma, ele também não iria ao evento.

Por razões da pandemia da covid-19, os líderes internacionais não devem passar de 20. A tendência é que a cerimônia faça um paralelo entre os Jogos Olímpicos Tóquio 1964 e 2020. Na primeira oportunidade, a capital japonesa se refazia da Segunda Guerra Mundial; agora, dez anos depois do tsunami, o país quer mostrar que pode derrotar o coronavírus, sem luxos ou extravagâncias.

Treinos de Tóquio 2020 têm favorita da ginástica e brasileiro do surfe

Últimas