Mesmo com pandemia, Qatar confia em terminar obras da Copa de 2022

De acordo com o Comitê Organizador do evento, operários infectados estão tendo acompanhamento médico gratuito e continuam recebendo salários

Estádio de Lusail é um dos que estão em obras

Estádio de Lusail é um dos que estão em obras

Ali Haider/EFE/20-12-19

O Qatar vive um dilema nestes tempos de pandemia do novo coronavírus. Sede da próxima edição da Copa do Mundo, entre os meses de novembro e dezembro de 2022, o país do Oriente Médio teve de paralisar as suas atividades por conta da covid-19 e entre elas estão as obras dos estádios, como o de Lusail, que sediarão os jogos. Para acalmar a todos, as autoridades garantem que tudo ficará pronto a tempo e não será preciso adiar o evento como aconteceu com os Jogos Olímpicos de Tóquio e a Eurocopa.

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Até o começo deste mês, de acordo com números divulgados pela Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, o Qatar apresentava pouco mais de 63 mil pessoas infectadas pelo novo coronavírus, ficando entre os 20 primeiros países com mais casos. Já com relação às mortes, o país tinha apenas 45, ocupando o 94.º lugar entre mais de 200 nações.

O Qatar possui 2,6 milhões de habitantes e o Ministério da Saúde tem realizado, em média, 4 mil testes diariamente. Até agora, mais de 100 mil pessoas foram testadas no país. Mas a maioria dos casos de infecção e de morte pela covid-19 são de imigrantes, que trabalham como mão de obra para inúmeros empreendimentos, incluindo toda a estrutura para a Copa do Mundo.

De acordo com o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2022, os operários infectados estão tendo acompanhamento médico gratuito e continuam recebendo salários. "Em coordenação com o Ministério da Saúde, nós isolamos os trabalhadores infectados e os que tiveram contato, providenciamos material de proteção e ensinamos as melhores maneiras de prevenção. Também fizemos outras ações como desinfectar os locais de trabalho e limitamos ao máximo o risco de contágio", disse o secretário-geral Hassan Al Thawadi, em uma entrevista recente.

A Fifa não quis avaliar possíveis atrasos por causa da interrupção das obras. "Até 2022, estou otimista de que superaremos essa pandemia", comentou Al Thawadi. "Será uma das primeiras oportunidades para todos celebrarmos juntos, nos envolvermos, reunir pessoas".

Segundo o jornal francês Le Tribune, cerca de 80% das obras relacionadas ao Mundial já estão prontas e o restante será concluído antes do tempo previsto pelas autoridades.

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O que pode preocupar os organizadores é se o Mundial poderá ser acessível aos torcedores, já o Qatar está sendo afetado pelo fechamento da atividade econômica em muitos países. A estatal Qatar Airways, uma das patrocinadoras da competição, já revelou que reduzirá empregos, pois a indústria global da aviação está amplamente prejudicada neste período.

"Sempre há a preocupação com a economia global, que deve atrapalhar a possibilidade de os fãs poderem viajar para comemorar a Copa do Mundo", afirmou Al Thawadi. "Ainda estamos comprometidos em garantir o equilíbrio para termos um Mundial acessível, em um preço acessível para os fãs, além de funcional para a indústria e para o serviço de fornecedores de suprimentos".

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