Mais Esportes Nova estrela do MMA, Charles do Bronx projeta defesa de cinturão

Nova estrela do MMA, Charles do Bronx projeta defesa de cinturão

Brasileiro pega vencedor da luta entre McGregor e Poirier: "Vai cair sentado", diz o lutador sobre possível embate com o irlandês

Campeão do UFC, Charles do Bronx quer bater mais recordes e marcar nome história

Campeão do UFC, Charles do Bronx quer bater mais recordes e marcar nome história

Rayan Ribeiro/Divulgação

Há pouco mais de um mês, em 16 de maio, Charles do Bronx se consagrava campeão mundial da categoria peso-leve no UFC, ao vencer o americano Michael Chandler por nocaute. No auge da carreira, o lutador de 31 anos é a nova estrela do MMA e quer bater mais recordes e se tornar um dos maiores do esporte. 

"Quando eu entrei no UFC, na primeira oportunidade que tive eu disse que queria fazer história. Eu era um menino em meio a leões, mas hoje eu sou um leão também. Só tenho 31 anos, mas venho fazendo história e quero muito mais. Quero que quando eu pare, as pessoas falem que não tem como quebrar meus recordes", diz o lutador. 

Há 11 anos no UFC, a escalada rumo ao topo de Charles do Bronx teve mais degraus que a maioria. Foram 28 lutas, a primeira lá em 2010, contra Darren Elkins, para chegar ao título mundial. Nenhum outro lutador teve uma caminhada tão longa. No entanto, os números que impressionam são outros. 

Charles já era o recordista em finalizações em toda história do UFC, com 14. E, depois de vencer Michael Chandler no mês passado, o brasileiro se isolou ainda mais como o lutador com mais vitórias pela chamada "via rápida". E muito desse sucesso em finalizar adversários vem do início do lutador no esporte, mais especificamente no jiu-jitsu. 

"Quando comecei no jiu-jitsu, me apaixonei, foi amor a primeira vista. Aos 18 anos, o Macaco (treinador) me deu a oportunidade de poder lutar MMA. A categoria era 77kg e eu não pesava nem 70kg. Todo mundo achou que eu era louco, mas eu tive três vitórias na primeira noite. Depois, quando entrei no UFC, cheguei com essa fama, de ser o cara do jiu-jitsu. E quando eu cheguei lá começou: finalizei um, finalizei dois e hoje eu sou o maior finalizador da história do UFC. Isso só aconteceu por conta do jiu-jitsu", analisa Charles.

Eu estou no melhor momento da minha vida, acreditei muito nisso. Venho trabalhando e me esforçando muito, tanto que cheguei a nove vitórias seguidas e nocauteando ou finalizando, o que mostra minha evolução. Hoje eu me sinto um lutador completo, um lutador de MMA de verdade, e não tenho medo de trocar porrada com ninguém

Charles do Bronx, campeão mundial do UFC

O mundo dá voltas

Defensor do cinturão do peso-leve, Charles do Bronx sabe que enfrentará o vencedor da luta entre Connor McGregor e Dustin Poirier, que duelam em julho. E o que é mais curioso é que, lutadores com quem o brasileiro pedia para lutar, estão agora em papéis invertidos, na posição de desafiantes.

"A minha mãe sempre me ensinou que o mundo dá voltar e eu nunca esqueci das minhas origens. Eu pedi muito por essa luta (contra McGregor) há dois anos, assim como pedi para outros caras. Hoje você ser campeão e esses lutadores pedirem para você, é demais", comenta Charles.

Sobre quem seria o adversário "ideal", Charles diz estar preparado para ambos. "São dois grandes nomes, dois grandes representantes do peso-leve. Mas, independente de quem ganhar, eu vou estar pronto para lutar com qualquer um dos dois", diz. No entanto, o lutador acredita numa vitória do irlandês: "Se tivesse que apostaria, iria no McGregor, acho que ele leva".

E se de fato vier o irlandês para desafiar o cinturão, Charles é categórico: "Esse é mais um dos caras que vai ficar falando bastante, mas vai ser mais um que vai cair sentado na minha frente".

"Eu acredito demais em mim, contra qualquer um. Não sei porque, eu me sinto bem e sinto que nocautearia os dois. Há alguns anos eu era o cara do jiu-jitsu e tinha um pouco de medo da trocação, mas hoje não mais. Com certeza será uma grande luta, mas quem vier vai ser nocauteado", projeta o lutador.

Sobre o momento que vive, a mente de Charles volta ao passado, sempre com uma valiosa lição aprendida com a mãe. "Ela sempre falou para eu sonhar alto, mas mantendo o pé no chão. Eu sonhei com isso, a mídia em cima de mim, fotos, holofotes, entrevistas. Sou grato a Deus, estou muito feliz", afirma. 

"Eu era muleque de fé, muito sonhador. Sonhei minha vida inteira com isso, desde que entrei no UFC eu sonhei em ser campeão. E em todos os meus sonhos, eu sonhei o mais alto possível, mas do jeito que tudo aconteceu, acho que até ultrapassei isso. É grandioso, quero continuar vivendo isso por muito tempo", completa Charles do Bronx.

Corintiano, maloqueiro e campeão do UFC: Conheça Charles do Bronx

Últimas