Mais Esportes CBV eleva o tom e se diz vítima em operação que mira ex-presidente

CBV eleva o tom e se diz vítima em operação que mira ex-presidente

‘A comunidade do voleibol foi prejudicada’, disse Radamés Lattari, sobre Desmico, que tem Ary Graça como um dos alvos

  • Mais Esportes | André Avelar, do R7

A CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) fez questão de separar a gestão atual da anterior, de Ary Graça, alvo de operação do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro). Em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (21), o vice-presidente, Radamés Lattari, elevou o tom e disse que a federação irá prestar todo o o apoio necessário na investigação.

A operação Desmico, deflagrada na última quinta, nas sedes da CBV e também em um apartamento de Graça, cumpriu 14 mandados de busca e apreensão contra dez denunciados. As suspeitas recaem sobre a existência de organização criminosa ligada à prática de fraudes tributárias, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, em Saquarema, município em que a CBV mantém seu centro de treinamento.

Graça hoje é presidente da Fivb

Graça hoje é presidente da Fivb

Bartlomiej Zborowski/EFE - 27/1/2014

“A CBV não é investigada em momento algum. Quem está sendo investigado é o ex-presidente, Ary Graca, e alguns ex-integrantes que abriram empresas que faziam negociações com a CBV”, explicou Radamés. “A CBV coopera, vai cooperar para que o MP possa tomar as medidas criminais que sejam necessárias. A CBV vai se habilitar para ser assistente de acusação do MP nesse processo.”

Radamés disse ainda que um cofre, vazio, a qual a atual gestão não tinha o controle, e contratos foram apreendidos pela Polícia Civil do Rio.

Na denúncia do MP, Graça “manejava os recursos de patrocínio do Banco do Brasil à entidade por ele administrada em favor de si próprio e do grupo criminoso”. A Justiça determinou o bloqueio total de R$ 52 milhões dos envolvidos no suposto esquema.

Em nota oficial divulgada ainda na quinta, Graça disse que recebeu com “surpresa a busca em seu apartamento”. Atualmente, ele é presidente da Fivb (Federação Internacional de Voleibol).

“A CBV se considera vítima. Não só a CBV, mas toda a comunidade do voleibol”, concluiu Radamés.

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