Roger Machado valoriza empate do Bahia apesar do gol sofrido na reta final

Treinador elogiou bastante o desempenho de seus comandados no resultado de igualdade em 1 a 1 contra o São Paulo

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Quando o jogo estava com 40 minutos do segundo tempo, Luciano marcou o gol que decretou o empate entre São Paulo e Bahia no Morumbi tendo a equipe de Salvador sustentado a liderança no placar por boa parte do confronto.

Apesar do placar final poder suscitar a sensação de "gosto amargo" para o time visitante, o técnico Roger Machado fez questão de, em seguidas oportunidades, valorizar o desempenho técnico da equipe bem como o fato de conquistar um ponto atuando longe de seus domínios.

Algo que, em determinado momento, passou até mesmo por sair em defesa do atacante Élber, que teve em seus pés uma ótima chance de marcar o segundo do Esquadrão, mas parou em Thiago Volpi:

- Pra mim não foi displicência, foi a escolha que ele tomou para definir a jogada. Eu tenho que valorizar o meu jogador que tem a iniciativa da vitória pessoal e, na frente do goleiro, foi a opção que ele tomou. Se talvez ele tivesse marcado o gol de cavadinha, talvez estaríamos falando de um golaço que abrira os jornais esportivos do Brasil. Eu não vi displicência, foi escolha.

- - Nós não podemos confundir um resultado de empate no Campeonato Brasileiro duro, difícil, fora, com uma partida que nós fizemos para vencer. Eu penso que nós poderíamos ter vencido sim, pelo volume de jogo, pelas oportunidades criadas, porém o adversário teve méritos porque também buscou até o final. Conseguimos fazer uma grande partida, infelizmente não conseguimos os três pontos e parece que, em alguns momentos, deixa um gosto mais amargo, mas eu vejo como um ponto importante conquistado fora de casa - acrescentou.

Tendo começado o confronto com João Pedro e Zeca nas laterais, Roger esclareceu que, além do principal aspecto de sua escolha ser a questão física, as alterações também possuem o cunho de passar uma mensagem de rotatividade e oportunidades abertas a todos no plantel:

- A gente colocar em campo os jogadores mais frescos, mais descansados, a medida que Nino (Paraíba) e Juninho (Capixaba), nesse último mês que a gente vai completar no domingo 14 jogos em 30 dias, foram os jogadores que tiveram mais minutos em campo. O Juninho, no final do último jogo, eu já substituí pelo Zeca porque ele pegou jogadores muito rápidos, com muita intensidade, e a mesma coisa o Nino, que foi bastante usado no Estadual e também na Copa do Nordeste em alguns momentos, tinha muitos minutos em campo. Deixar todo mundo em estado de alerta e motivado, imaginando que pode estar em campo.

Por fim, o técnico do Bahia não considera que a equipe apresentou erros no momento de definir as jogadas, preferindo observar a situação pela ótica do volume de oportunidades que ele considerou como positivo.

- Os erros de definição eu não considero erros, aquelas que foram defendidas pelo goleiro são defesas do goleiro. A gente criou muitas oportunidades, em muitas delas chegamos perto de finalizar e criamos oportunidades para sairmos vitoriosos. Jogamos muito bem, uma partida consistente. Tomamos o gol no final da partida que não tira o mérito do ponto fora de casa que conquistamos. O bom de tudo é que nós criamos, a eficiência sabe que um dia ela está maior, outro dia ela está menor - concluiu o treinador.

Na próxima rodada do Brasileirão, o Tricolor atuará mais uma vez como visitante indo até Fortaleza visitar o Ceará na Arena Castelão. O embate está marcado para o próximo domingo (23) e teve seu horário inicial de 18h alterado para as 20h.