Quanto o Santos deixou de arrecadar com bilheteria durante a pandemia de COVID-19? Descubra

O L! analisou a renda líquida do Peixe na temporada passada e no início deste ano para estipular o prejuízo aproximado do clube com a paralisação dos campeonatos

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Boa parte do futebol brasileiro está paralisado desde o dia 16 de março. Com isso, o Santos perdeu, até o momento, nove jogos como mandante nas competições que participa. E você sabe o quanto isso pode representar em perdas financeiras em bilheteria?

É claro que é impossível afirmar um número exato para essa quantia, mas o LANCE! analisou a renda líquida do Peixe nos últimos anos para estimar números aproximados.

Número de jogos variáveis

Caso a COVID-19 não atrapalhasse os planos de todos em 2020, o Campeonato Brasileiro estaria em sua décima rodada e o Alvinegro Praiano já teria feito seis partidas como mandante na competição nacional.

Na Libertadores, as oitavas de final aconteceriam apenas a partir de 21 de julho, com isso o Santos perdeu, até agora, apenas os jogos contra Olimpia (PAR) e Defensa y Justicia (ARG), como time da casa, no torneio continental.

Contudo, no Paulistão, a equipe era líder do Grupo A, com 15 pontos, já classificada para as quartas de final e necessitando de apenas um ponto nas duas últimas partidas antes do mata-mata para confirmar na ponta a tabela. De todas as competições que o Peixe estava atuando, o Estadual era a única com diferentes possibilidades.

As chances do Peixe mandar o seu jogo nas quartas de final, com partida única, era grande. Contudo, o time avançando teria grandes chances de jogar a semifinal fora de casa, já que é apenas o oitavo colocado na classificação geral. A final será em dois jogos.

Com isso, no total, a quantidade de partidas que o clube pode ter perdido até este momento de pandemia varia de nove a doze.

Médias gerais

Se analisarmos apenas a média de arrecadação líquida dos jogos em que o Santos foi mandante nesta temporada, considerando a quantidade variável de partidas, o prejuízo em bilheteria do clube durante a paralisação do futebol está entre R$ 1.397.179 e R$ 1.862.905. Agora, se a análise for mediante a média da quantia levantada nas partidas de 2019, a variação estará em R$ 1.611.273 e R$ 2.148.364.

Vila e Pacaembu

Um “antagonismo” discutido pelos santistas há anos, a arrecadação líquida entre Vila Belmiro e Pacaembu em 2019 foi bem próxima, com o estádio da Capital levando ligeira vantagem. A média de arrecadação do “Paca” no ano passado com o time mandando os jogos foi de R$ 188.980,76 ante R$ 174.292,54 no estádio Urbano Caldeira.

A última partida do Santos como mandante na primeira fase do Paulistão, contra o Santo André, no entanto, seria na Arena Barueri. Ainda que mesmo na Grande São Paulo, existia certa expectativa sobre o tamanho do público que o Peixe levaria em um estádio onde não está acostumado a mandar os seus jogos.

Nenhum jogo de Libertadores ou Brasileirão havia sido alterado para o Pacaembu, embora o time tenha até 48h para solicitar a alteração do local das partidas. No mata-mata do Estadual é provável que uma das partidas fosse realizada no Paulo Machado de Carvalho.

Jogos decisivos e de Libertadores

Em jogos decisivos, principalmente de mata-mata, o Santos elevou a sua média de arrecadação em 100 mil reais no ano passado. De R$ 179.030,35, a renda líquida média aumentou para R$ 279.050,40 em confrontos eliminatórios do Paulistão e em partidas da Copa do Brasil. Número próximo ao levantamento na Libertadores de 2018, então última disputada pela equipe, e que registrou ganho médio de R$ 264.683,00 livre de impostos e despesas.

Com isso, é importante levarmos em consideração que a fase decisiva do Paulistão e os jogos contra Olimpia e Defensa y Justicia, pela competição continental, atrairia um publico maior e, consequentemente uma renda líquida mais elevada, aumentando o possível prejuízo financeiro santista, no que refere-se a bilheteria, com a suspensão dos campeonatos de futebol no Brasil, por conta da COVID-19.

* Sob supervisão de Vinícius Perazzini