Oposição à Ferj: Botafogo se recusa a jogar o Carioca em junho

De pedido ao TJD-RJ por mais dias de treino à farpas com representantes da federação, clube de General Severiano se mantém firme com posição de não entrar em campo

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A bola voltou a rolar no Rio de Janeiro, mas nem por isso o Botafogo deseja fazer parte deste processo agora. O Campeonato Carioca retornou na última quinta-feira, com a partida entre Flamengo e Bangu. Na teoria, o primeiro compromisso pós-pandemia do Alvinegro na competição está marcado para a próxima segunda-feira, contra a Cabofriense, mas o Glorioso não deve jogar.

O clube de General Severiano, que ainda não retornou com os treinos presenciais, se recusa a jogar no mês de junho. Nelson Mufarrej, presidente do Botafogo, e Carlos Augusto Montenegro, membro do Comitê Executivo de Futebol, pretendem brigar contra as medidas adotadas pela Ferj.

No Arbitral, realizado em duas sessões no começo da semana, os dirigentes do Botafogo tentaram apresentar o ponto e explicar o lado da equipe, solicitando por mais dias de treino. A vontade de Ferj, Flamengo, Vasco e a maioria dos times pequenos era pelo retorno imediato. No fim, o Alvinegro concordou em jogar o Carioca, mas nas datas de 1º e 4 de julho.

Sem respostas na reunião com os representantes dos clubes e da federação, o Botafogo buscou a Justiça. O clube encaminhou um pedido no TJD-RJ solicitando o adiamento do retorno do Campeonato Carioca. No documento, uma das exigências do Alvinegro são dez dias de treinamento antes de entrar em campo - o que resultaria no Glorioso jogando justamente no intervalo proposto durante o Arbitral.

A posição do Botafogo, ao lado de Fluminense, que também compactua com os mesmos ideais, é de oposição à Ferj. Inicialmente, o clube de General Severiano tentou fazê-lo por meio da conversa, mas, com um jogo marcado e a real possibilidade de um W.O., o departamento jurídico do Alvinegro foi acionado.

Independentemente do decorrer dos processos no Tribunal, o Botafogo não entrará em campo na próxima segunda-feira. Afinal, a equipe comandada por Paulo Autuori teria apenas dois dias de treinamentos presenciais, algo impraticável para disputar uma partida de alto nível físico.