Futebol Chama a base! Garotos do Botafogo aproveitam chance contra Palmeiras e tornam equipe mais competitiva

Chama a base! Garotos do Botafogo aproveitam chance contra Palmeiras e tornam equipe mais competitiva

Entradas de jovens atletas dão nova cara ao Alvinegro, que sofreu com problemas antigos diante do Palmeiras, mas também mostrou qualidades há muito tempo não vistas

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Diante de punições por atrasos a treinamentos, lesões e problemas envolvendo cláusulas contratuais, todos os caminhos indicavam que o Botafogo entraria recheado de garotos diante do Palmeiras. Foi o que aconteceu. Na última terça-feira, os jovens de General Severiano foram o grande destaque do empate em 1 a 1, no Allianz Parque, válido pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Sousa, Romildo, Matheus Nascimento, Rafael Navarro e Cesinha - este não criado nas categorias de base do Botafogo, mas contratado junto ao Internacional. Nomes que marcaram a inédita escalação do Botafogo para enfrentar o Palmeiras. Com dez minutos de jogo, ainda, o jovem Hugo entrou no lugar de Rafael Forster, lesionado.

O time, formado por garotos, cometeu erros que vinham acontecendo nas últimas semanas - o que era provável que aconteceria, pelo sistema de jogo. Por outro lado, as mudanças deram um novo espírito dentro de campo: com correria, o Alvinegro, que há muito tempo não competia, voltou a incomodar um adversário.

A equipe ainda sofre com as bolas que são alçadas de forma diagonal para a lateral da grande área. Os laterais têm dificuldade para cobrir esses lançamentos, que geralmente atravessam o campo de um lado para o outro. A bola aérea - a forma como o Palmeiras abriu o placar, inclusive - continua sendo uma dor de cabeça para Eduardo Barroca.

No ataque, o time ainda teve dificuldade para colocar a bola no chão e criar oportunidades de gol - por mais que isto tenha acontecido mais do que em outras partidas. O meio-campo, formado por José Welison, Romildo e Caio Alexandre, foi o ponto negativo da partida, com pouca associação e participação efetiva nas jogadas.

Grande parte dos ataques promissores do Botafogo eram liderados por Matheus Nascimento. Aos 16 anos, o camisa 39 chamou a responsabilidade e apareceu em várias faixas do campo em busca de espaço. Quando não achava, tentava roubar a bola, como no lance do gol de Rafael Navarro: o atacante desarmou Lucas Lima e encontrou o companheiro, que acertou um chute de rara felicidade do meio-campo.

O Botafogo cometeu erros antigos, mas os garotos mostraram uma faceta que há muito tempo o Alvinegro não mostrava: a de competir e de incomodar o adversário dentro de campo. Virtualmente rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, pode ser a hora de dar cada vez mais espaço para quem mostra vontade de estar em campo.

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