Andrés diz que Corinthians manterá salários 'enquanto puder pagar'

Na última semana, em entrevista presidente do Timão afirmou que não vai reduzir salários no clube, mas admite que pode faltar dinheiro

Andrés Sanchéz afirmou que pagará salários enquanto tiver dinheiro

Andrés Sanchéz afirmou que pagará salários enquanto tiver dinheiro

Divulgação Agência Corinthians

A pandemia de coronavírus parou o futebol mundial e, com isso, os clubes do mundo deixam de ganhar muito dinheiro. No Brasil a história não é diferente. O Corinthians deve enfrentar problemas financeiros ainda maiores dos que tinha antes da paralisação. Mas, por enquanto, o clube não vai negociar redução salarial do elenco e decidiu pagar atletas e funcionários enquanto houver dinheiro em caixa.

Esse plano foi explicado pelo próprio Andrés Sanchez, na última semana, quando foi entrevistado pelo programa "Jogo Aberto", da Band. Diferentemente de alguns rivais, como o São Paulo que reduziu 50% do salário do futebol profissional, o Timão nem pensa em abrir negociação desse tipo e prefere trabalhar com a realidade financeira do momento.

- Aqui vai pagar tudo, quando tiver dinheiro paga, quando não tiver não paga ninguém. 50%/60% das receitas dos clube é TV, se a TV não pagar, não tem como pagar salário de jogador, de ninguém, essa é a realidade, aí vou eu brigar com jogador para reduzir 50%? Sendo que daqui dois meses não volta o futebol, a Globo para de pagar e eu vou falar o quê? Que vamos reduzir mais do que 50%? Então em todos os meses que tiver receita, eu pago, quando não tiver vou avisar "não tem receita, não recebe" - declarou o mandatário.

Não é só o dinheiro da televisão que pode desfalcar os cofres corintianos, mas também a verba de patrocinadores, que podem adiar o pagamento em meio à crise financeira que assola a grande maioria dos setores da sociedade. Sem contar o dinheiro da bilheteria, que vai direto para o fundo da Arena, mas não será recebido se não houver os jogos. Por isso Andrés prefere a franqueza.

- Eu não estou com salário atrasado, eu digo que a receita de um clube de futebol é TV, patrocínio e bilheteria, se eu estou sem bilheteria, se o patrocínio adia o pagamento e se a Globo não pagar, que eu acredito que não vá pagar, não tenho receita para pagar, eu vou ser franco.

Mesmo que haja atraso pelos próximos meses, e o clube não conseguir remunerar seus jogadores e funcionários, o presidente corintiano disse que não vai deixar de pagar os valores em débito, porém vai sentar com o elenco e tentar diluir o saldo devido a partir do momento que o Corinthians voltar a ter receita suficiente para arcar com toda a folha salarial.

- Quando voltar eu vou falar "Tem dois meses de salário atrasado? Então a gente vai escalonar e vamos pagar esses meses". Não estou dizendo que não vou pagar, vamos escalonar para pagar isso. Por exemplo, você reduziu 50%, aí daqui um mês você não tem receita nem para pagar os 50%, aí volta o futebol. Você vai ter que pagar tudo o que está devido, você não vai ter a receita dobrada e eu acredito que a receita do público vai demorar muito mais do que patrocínio e TV para voltar a pagar. Enquanto eu tiver receita, vou pagar. Quando não tiver receita, eu vou avisar que não dá para pagar e vamos escalonar para pagar no futuro - esclareceu Andrés.

Neste momento, o elenco do Corinthians está em período de férias, que termina no início do próximo mês. Assim que os jogadores encerrarem o descanso, devem continuar trabalhando em suas casas, ainda seguindo a recomendação de isolamento doméstico por conta da pandemia de coronavírus. Também não há prazo para o retorno das competições.

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