Em 1º clássico, Palmeiras leva mais perigo e acha Ramires como solução

Alternando-se entre posição mais retraída e de amplo domínio no campo do São Paulo, Palmeiras termina partida sem gol em Araraquara, mas acertando a trave duas vezes

Lance

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O Palmeiras chega ao segundo 0 a 0 em quatro partidas nesta passagem de Vanderlei Luxemburgo, mas pode enxergar pontos positivos no empate deste domingo, diante do São Paulo, em Araraquara. A equipe mostrou alternativa tática, variando de uma posição retraída para uma postura de ocupar todo o campo adversário. E sai do clássico com os lances mais perigosos e a sensação de que Ramires, como se espera, pode ser uma solução para a equipe.

Obviamente, não é justo fazer qualquer comparação do 0 a 0 no Choque-Rei com o diante do colombiano Atlético Nacional, há 11 dias, pela Florida Cup, quando o técnico mudou o time inteiro no intervalo. Deste primeiro clássico, contudo, o time carimbou a trave duas vezes. Uma delas com o grande nome dos melhores momentos alviverdes: Ramires.

O Verdão começou a partida retraído, como o próprio Luxa avisou que faria em entrevista segundos antes do jogo. O São Paulo chegou a ter por bastante tempo, nos primeiro minutos, mais de 60% de posse de bola, segundo o Footstats. Exatamente o número que o técnico impõe para o Palmeiras em 2020, mas, como previsto, a estratégia neste domingo era outra.

Fernando Diniz gosta que suas equipe troquem passes e, principalmente, atraindo o rival para o seu campo de defesa, abrindo espaço para aparecer na área de surpresa. Luxemburgo evitou isso, e começou o clássico pouco vendo a bola. Até que Ramires resolveu ser o homem que levou o Palmeiras à frente, desarmando e lançando, inicialmente, e puxando a equipe na sequência.

A reta final do primeiro tempo foi do Palmeiras, muitas vezes, com dez jogadores trocando passes no campo do São Paulo. Foi neste período que o goleiro Tiago Volpi fez grande defesa, saltando nos pés de Dudu para bloquear a finalização, e que Ramires acertou a trave em chute de fora da área.

E a partida não saiu mais das mãos do Verdão. O São Paulo teve seus momentos, o principal em lançamento de Volpi que encontrou Daniel Alves completamente livre na cara de Weverton, que defendeu, além de outras finalizações em desatenções da defesa alviverde, ainda longe de estar completamente entrosada e com ritmo de jogo.

Luxemburgo já tinha começado com Gabriel Veron como novidade, na esperança de ter velocidade para matar a partida, e o garoto incomodou. Willian entrou em seu lugar, mantendo mais a bola à frente, mesmo com o São Paulo terminando o Choque-Rei com posse de bola superior (51,6% a 48,4%). Neste momento, o rival não encaixava a marcação como antes e, sozinho, Luiz Adriano cabeceou no travessão, na grande chance do clássico.

Longe de uma atuação que encante, nem mesmo totalmente dentro do estilo ofensivo prometido para 2020. Mas o Palmeiras volta de Araraquara mostrando que tem alternativas táticas para controlar a partida e que, como se espera, Ramires tem capacidade para ser quem resolve isso.