Lance Corinthians ainda precisa evoluir, mas já mostra que tem de onde tirar

Corinthians ainda precisa evoluir, mas já mostra que tem de onde tirar

Diferentemente de rodadas anteriores, quando parecia que time havia chegado ao seu limite, Alvinegro tem mostrado repertório de evolução

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Corinthians comemorou mais do que uma vitória importante no Brasileirão

Corinthians comemorou mais do que uma vitória importante no Brasileirão

Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

Pode não ter sido uma atuação de gala do Corinthians, principalmente no segundo tempo, mas a vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba trouxe muito mais do que os três pontos importantíssimos para a tabela do Brasileirão. Entre essas lições, a que chama mais a atenção é a sensação de que é possível tirar mais do time de Vagner Mancini, que já mostra um repertório melhor do que outrora.

Mesmo com uma melhora significativa com a chegada do novo treinador, que definitivamente tornou a equipe competitiva, há algumas rodadas o torcedor certamente sentiu que o Alvinegro já havia chegado ao seu limite técnico, sem indicar evolução, sem ter variações para mudar de patamar e a certeza de que a briga seria mesmo para fugir do rebaixamento em todo o campeonato.

Essa situação vem mudando um pouco a cada rodada, ainda que o Z4 permaneça como um sinal de alerta que não foi excluído de forma definitiva. Contra o Grêmio, se segurando de todas as formas possíveis jogando com dois a menos durante um bom tempo, diante de uma das melhores equipes do país, conquistou um empate em 0 a 0 que foi comemorado com uma vitória.

Ali, na Neo Química Arena, foi mostrado um espírito que há muito não se via, inclusive destacando lideranças técnicas como Fagner e Luan, que mesmo com todas as dificuldades se sobressaíram e quase levaram o Corinthians a uma vitória épica. Há um mês, sem sombra de dúvidas, o torcedor corintiano não apostaria que seu time com dois expulsos seria capaz de algo do tipo.

Esse mesmo torcedor, na última quarta-feira, quando viu uma escalação com três volantes, sem um jogador de velocidade no ataque e com Lucas Piton na ponta esquerda, duvidou do que poderia ser a prática em campo, mas se surpreendeu quando viu lampejos de jogadas trabalhadas, com agilidade, com periculosidade e até com infiltrações de Roni e de Gabriel dentro da área.

Vale destacar que não foi um espetáculo alvinegro, pelo contrário, o segundo tempo foi de um nível técnico baixíssimo, mas mostrou que o time pode sim jogar de diferentes maneiras dentro da partida diante das condições apresentadas. Na primeira etapa aproveitou o fisico, o bom momento e abriu o placar, na segunda já desgastado e mais recuado, se sustentou e optou por garantir os três pontos preciosos, uma vez que o ataque deixou de funcionar.

E é exatamente isso que a equipe vinha precisando, quando um setor não funcionava, o outro precisava compensar, mas o que vinha acontecendo era a falha em ambos. O time não balançava a rede do adversário, mas era vazado. Foi assim que veio a eliminação na Copa do Brasil, tanto no jogo de ida quanto na volta, apesar da polêmica da arbitragem ocorrida no Independência.

A atuação no primeiro contra o Coritiba e a superação diante do Grêmio mostram que há sim espaço para o Corinthians de Mancini ir além do que vive hoje. Com a evolução de Luan, com a adição tática, técnica e anímica de Fábio Santos, com a importância de Fagner e a esperança da melhora física de Jô, há muito potencial para crescimento, que pode levar os corintianos a quererem algo mais do que brigar para não cair. É preciso se manter competitivo.

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