Caleb Ewan vence a etapa 11 do Tour de France. Sagan sofre punição

Australiano vence a etapa mais emocionante e polêmica do Tour de France até o momento. Sagan fica em segundo, mas perde os pontos por 'se jogar' em um rival no sprint final

Lance

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A etapa 11 da edição 2020 do Tour de France (Châtelaillon - Poitiers, 168km, plano) teve, nesta quarta-feira, a sua chegada mais emocionante e polêmica. O australiano Caleb Ewan (Lotto) levou a melhor e, com a diferença de pouco mais de um pneu, deixou Peter Sagan (eslovaco da Bora) na segunda posição, com Sam Bennet (irlandês da Quick Step) em terceiro a apenas um pneu de Sagan e fechando o Top3. Entretanto, por causa de um toque que deu no belga Wout Van Aert (Jumbo Visma) no finzinho do sprint, Sagan foi punido e relegado para o último lugar do pelotão de chegada, perdendo os 30 pontos que ganharia pela posição (NR: o vencedor de cada etapa ganha 50 pontos).

Ewan precisava vencer para se aproximar dos líderes Sagan e Bennet na luta pela liderança por pontos (camisa verde). E entrou nos 200 metros finais bem posicionado, pelo centro, conseguindo sustentar a ponta, mesmo pressionado por Sagan. O eslovaco poderia ter vencido. Porém, quando arrancou para assumir a ponta, deu o polêmico toque de ombro no belga Wout Van Aert . Isso ocorreu em razão de Sagan apostar numa arrancada pelo flanco direito e, para evitar chocar-se com a grade de proteção, se lançar em cima de Aert (veja a chegada na foto acima). Este contato foi o suficiente para o maior astro do ciclismo mundial - que venceu a camisa verde em sete das últimas oito edições do Tour - não conseguir ultrapassar Caleb. Bennet, com um sprint também pelo centro, estava em segundo, mas foi ultrapassado pelo eslovaco nos últimos centímetros de prova. O tempo do vencedor: 4h00m01s.

Pouco depois da prova, os organizadores analisaram o vídeo e concluíram que Sagan deliberadamente se jogou em cima de Aert. Puniram o eslovaco. Assim, Bennett passou para o segundo lugar e Aert subiu para terceiro.

Camisa amarela: sem mudanças

Como esta foi uma etapa plana e com todos chegando em bloco (os 101 primeiros colocados tiveram o tempo do líder, a emoção ficou mesmo com os velocistas. No meio da prova ocorreu um sprint intermediário, com Bennet à frente de Sagan; no fim, veio o final emocionante.

Entre os ciclistas que disputam o título da classificação geral (camisa amarela), nenhuma mudança. Todos chegaram no pelotão e com o tempo do líder. Assim, segue a classificação da etapa anterior, com o esloveno Primoz Roglic liderando com 21 segundos de vantagem para o campeão de 2019, o colombiano Egan Bernal.


O Top10 (classificaçao geral/camisa amarela)

1 - Primoz Roglic - Eslovênia/Equipe Jumbo Visma - 46h15m24s
2 - Egan Bernal - Colômbia/ Ineos (+ 21s do líder)
3 - Guillaume Martin - França/ Cofidis (+ 28s)
4 - Romain Bardet - França/Ag2R (+ 30s)
5 - Nairo Quintana - Colômbia/Arkea (+ 32s)
Rigoberto Uran - Colômbia/EF (+ 32s)
7 - Tadej Pogacar - Eslovênia/Emirates (+ 44s)
8 - Adam Yates - Grã Bretanha/Mitchelton (+ 1m02s)
9 - Miguel Angel López - Colômbia/Astana (+ 1m15s)
10 - Mikel Landa - Espanha/Bahrain (+ 1m42s)

Na briga pela camisa verde, Bennet foi muito beneficiado pela punição a Sagan. E a diferença que poderia cair para 20 pontos, pulou para 68.

Top4 por pontos (camisa verde)

1 - Sam Bennet - Irlanda/Quick Step - 243 pontos
2 - Peter Sagan - Eslováquia/Bora - 175
3 - Bryan Coquard - Francês/Vital - 157
4 - Caleb Ewan - Austrália/Lotto - 155

E +
Na classificação das outras categorias, a situação após 11 etapas: a ) Benoit Cosnefroy, francês da Ag2R lidera a disputa de melhor montanhista (camisa branca com bolinhas vermelhas) com 36 pontos, contra 31 de Nans Peters (francês da Ag2R); b) Egan Bernal, o campeão de 2019, segue com a camisa branca de melhor ciclista jovem (disputada apenas por atletas até 25 anos); c) a Movistar lidera por equipes (138h53m04s) seguida pela EF (5m12s atrás).

Etapa desta quinta-feira

A etapa de número 12 do Tour 2020 (NR: são 21 etapas no total) será entre Chauvigny e Sarran Corréze. Trata-se de um circuito de montanha, com média dificuldade e possibilidade de vitória da fuga ou de algum dos ciclistas do Top10 da classificação geral . Diferentemente das duas últimas etapas, os velocistas devem passar muito longe dos primeiros lugares.