Futebol Willian, ex-Corinthians e seleção, ganha processo contra a Caixa

Willian, ex-Corinthians e seleção, ganha processo contra a Caixa

Dinheiro era referente ao período de 2004 a 2007, tempo em que o atleta defendeu o timão

  • Futebol | Jonathan Sousa, da Record TV

O jogador Willian, atualmente no Arsenal

O jogador Willian, atualmente no Arsenal

Rui Vieira - 11.abr.2021/Reuters

Willian Borges da Silva, de 32 anos, atacante do Arsenal da Inglaterra e da Seleção Brasileira de Futebol, ganhou na justiça uma ação por danos materiais e morais contra a Caixa Econômica Federal, após constatar que quase R$ 600 mil foram sacados, sem o seu conhecimento, de sua conta de FGTS, em 12 de maio de 2017.

Segundo a ação, o atleta, que defendeu o Corinthians entre 2005 e 2007, e era contratado com registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), e recebeu nesse período o depósito do Fundo de Garantia Do Tempo e Serviço (FGTS), foi surpreendido quando seu representante foi a uma agência da Caixa consultar o saldo disponível e percebeu que a conta estava zerada, enquanto deveria ter R$ 575.416,58.

Seu representante solicitou um extrato analítico para ter certeza que sua conta estava zerada e percebeu que um saque havia sido feito em 12/05/2017. Depois, pediu esclarecimentos à instituição financeira, mas nada foi informado sobre onde estaria o dinheiro.

Por não conseguir uma resposta, o atleta entrou com uma ação contra o banco, pedindo o pagamento de R$ 575.416,58 por danos materiais e R$ 100 mil por danos morais.

Inicialmente, a justiça determinou que o valor que foi sacado indevidamente fosse transferido para a conta de FGTS do jogador, mas não aceitou o pedido de danos morais, pois não entendia que Willian tinha sofrido algum mal físico ou psicológico, apenas um aborrecimento.

A defesa do atleta protestou, pois, segundo eles, o valor seria utilizado para projetos de Willian, mas não foi possível sua utilização já que a instituição financeira depositou o dinheiro na conta de terceiros e não soube explicar os motivos.

À justiça, a Caixa afirmou que o valor foi transferido para uma conta poupança do atleta e que não houve saque fraudulento. Entretanto, os representantes de Willian solicitaram que o banco apresentasse os documentos que comprovassem a abertura da conta, o que não foi apresentado.

Ficou decidido que o banco deveria pagar R$ 5 mil de indenização mais os gastos da ação e o valor de honorários, que seriam de 10% do montante pedido pelo jogador, pois a Caixa poderia ter evitado o erro de ter depositado em uma conta de uma pessoa com nome parecido ao do atleta se tivesse conferido documentos, filiação, data de nascimento, endereço e profissão, impedindo assim todo o desgaste.

Outro ponto destacado pelo colegiado é que mesmo com o jogador avisando o ocorrido, nada foi feito para solucionar o problema, só quando a ação foi ajuizada e a justiça determinou é que o dinheiro voltou a conta de FGTS de Willian, o que justificou o pagamento da indenização.

Com isso, o valor a ser pago pela Caixa, após recorrer sobre os valores apresentados, ficou em R$ 64.020,07, sendo R$ 5.035,37, por danos morais, R$ 58.041,66 de honorários advocatícios sucumbenciais (referentes a 10 % da somatória de R$ 575.416,58 + R$ 5.000,00) mais R$ 943,04 referente à atualização desde 05/2017 do ressarcimento de 85% das custas e despesas processuais. Além da transferência do valor que foi sacado indevidamente.

Outro lado

Procurada pela reportagem, a Caixa Econômica Federal informou, por meio de nota oficial, que não pode comentar o caso em razão do sigilo bancário previsto na Lei Complementar 105/2001.

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