Samba brasileiro é substituído por tímido reggaeton na Copa América

Colombiana Karol G e baiano Léo Santana interpretaram música 'Vibra Continente' na cerimônia de abertura de Brasil x Bolívia, no Morumbi

Cerimônia de abertura da Copa América foi tímida nesta sexta-feira, no Morumbi

Cerimônia de abertura da Copa América foi tímida nesta sexta-feira, no Morumbi

Henry Romero/Reuters - 14.06.2019

Poderia cair como clichê mas, por mais que passem os anos, o Brasil é conhecido internacionalmente como o país do samba. Pois o ritmo deu um lugar a um misto de reggaeton e funk nesta sexta-feira (14), no Morumbi, em São Paulo, logo na cerimônia de abertura da Copa América. A colombiana Karol G e o baiano Léo Santana interpretaram a música “Vibra Continente” antes de Brasil x Bolívia, na primeira rodada do Grupo A.

Nos 10 minutos de apresentação, a proposta foi começar a contar uma história que só será encerrada em 7 de julho, no Maracanã, no Rio de Janeiro. Faltou um pouco mais de carisma. Segundo o diretor-artístico, Edson Erdmann, em entrevista ainda antes da festa, a proposta é unir o continente para costurar um enredo além do que já foi mostrado na Copa do Mundo 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016.

Mas a própria Copa do Mundo realizada em solo nacional já havia gerado polêmica semelhante sobre uma possível falta da mais autêntica brasilidade. Em 2014, Claudia Leitte, Jennifer Lopez e Pitbull foram os responsáveis por ‘We are one’, na Arena Corinthians, antes de Brasil e Croácia. A festa foi igualmente colorida, empolgante, mas faltou aquela rápida identificação.

“A música é alegre e destaca a energia e a vibração dos povos sul-americanos, que era o nosso objetivo. As vozes da Karol G e do Léo Santana casaram muito bem com a letra, a melodia, o que fez a canção ficar perfeita”, justificou o gerente-geral de competições do comitê organizador local, também antes da cerimônia.

A cerimônia contou com cerca de 400 pessoas em cena e outras cem nos instrumentos musicais. De início, bandeiras dos países vizinhos entraram no palco montado no gramado, sob um ritmo que domina, sim, a parte espanhola do continente. Só depois de seis minutos, enfim, a música oficial. E foi só.

O mascote Zizito, uma capivara, foi o que mais chegou perto da brasilidade.

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