Investigação do FBI teve cartola infiltrado com escuta

Chuck Blazer, ex-membro do comitê executivo da Fifa, trabalhou para a polícia dos EUA

O americano Blazer foi o dirigente infiltrado do FBI

O americano Blazer foi o dirigente infiltrado do FBI

Getty Images

A investigação da Fifa que culminou com a prisão de sete suspeitos de corrupção na manhã desta quarta-feira (28) em Zurique, na Suíça, teve contornos hollywoodianos.

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Tudo começou em 2011, quando Chuck Blazer, ex-membro do comitê executivo da Fifa foi acusado de ter recebido propinas durante o período em que foi secretário-geral da Concacaf. Para amenizar uma possível punição, Blazer fez um acordo com o FBI e passou a ser informante da polícia dos Estados Unidos. Ele teria usado, inclusive, escutas durante reuniões da alta cúpula da Fifa. Durante os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, por exemplo, Blazer organizou diversos encontros com membros executivos da entidade. Nas salas onde se realizavam estas reuniões, Blazer instalou equipamentos de escuta para possibilitar ao FBI gravar todas as conversações.

Antes de assumir o cargo de membro executivo da Fifa, Chuck Blazer ocupou os mais altos postos diretivos no futebol dos Estados Unidos. Na época, ganhou o apelido de “dez por cento” depois de negociar um contrato com a Concacaf que lhe garantia uma fatia de 10% de toda a verba recebida pela entidade.

Aos 70 anos, ele é conhecido também por seu estilo de vida extravagante. Quando não está no seu apartamento de luxo em Manhattan, em Nova York, costuma descansar em sua mansão na Bahamas. Ele também seria dono de um imóvel na Trump Tower no qual residiriam apenas os seus gatos.

Em maio de 2013, ele foi suspenso pela Fifa sob a alegação de ter recebido mais de US$ 20 milhões da Concacaf durante os seus 20 anos à frente da confederação.