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Futebol Futebol continua paralisado, sem retomada de treinos, diz entidade

Futebol continua paralisado, sem retomada de treinos, diz entidade

Presidente da Fenapaf, que representa os atletas, disse que os jogadores só retornarão com aprovação de autoridades médicas

  • Futebol | Eugenio Goussinsky, do R7

Fenapaf ainda não recebeu comunicado formal

Fenapaf ainda não recebeu comunicado formal

Luis Moura/Agência Estado/10-03-20

Ao explicar o vídeo divulgado por vários jogadores de grandes clubes brasileiros, o presidente da Fenapaf (Federação Nacional dos Atletas Profissionais), Felipe Augusto Neto, destacou que, neste momento, não haverá retorno dos jogadores aos treinos em Centros de Treinamento. E que os atletas tomarão providências caso os clubes pressionem pela volta imediata.

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"Aceitar ou não a determinação dos clubes somente quando houver determinação dos clubes. Não há até hoje, pois a responsabilidade de uma medida irresponsável e contrária à medicina é dos clubes. E acho que eles não tomarão uma medida desfundamentada na ciência médica. A situação continua a mesma, paralisação", afirmou.

Ele não acredita que clubes como Grêmio, Inter-RS, Atlético-MG, Flamengo e Corinthians irão adiante em suas intenções de retomar as atividades, mesmo seguindo os chamados protocolos de segurança. E, apesar de municípios autorizarem, a falta de permissão dos Estados impedirá a volta agora, segundo Leite.

"Tem clube que tá anunciando volta com treinamento em casa. Precisamos matar um leão por dia. Não estamos dominando a doença, ainda. Tudo é uma incerteza, os clubes mesmos estão sem saber como fazer, confesso. Estados não estão autorizando, inclusive", ressaltou.

O vídeo divulgado nesta segunda-feira (4) foi a primeira manifestação formal dos jogadores a respeito da paralisação na pandemia.

Eles demonstraram que só apoiam a retomada das atividades e das competições se receberem o aval das autoridades médicas.

E se colocaram contra o Projeto de Lei emergencial que suspende temporariamente o pagamento das parcelas do Profut, programa de refinanciamento de dívidas dos clubes de futebol com a União.

Mas o motivo da discordância seria o fato de a legislação emergencial alterar relações contratuais entre clubes e atletas, com redução de rescisões. Segundo a relatoria, o objetivo seria seguir determinações da Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado) e a reforma trabalhista aprovada em 2017.

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O projeto, no entanto, em tese procura proteger jogadores que recebem menos. Isto porque propõe também que a receita da loteria Timemania seja direcionada aos clubes, em vez de para a Receita Federal, como vinha ocorrendo. O valor seria utilizado, além de na manutenção dos clubes, para pagar salários de no máximo duas vezes o teto do INSS.

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