Ex-vice da Fifa, sul-coreano tem suspensão reduzida pela CAS

Chung Mong-Joon, punido com suspensão de 5 anos, tem pena reduzida para 15 meses por Corte Arbitral do Esporte e já pode retornar ao futebol

Chung Mong-Joon, ex-vice da Fifa, durante Congresso sobre esporte em Londres

Chung Mong-Joon, ex-vice da Fifa, durante Congresso sobre esporte em Londres

Tom Dulat/Getty Images - 7.10.2017

Chung Mong-Joon, ex-presidente da Fifa, conseguiu a redução de sua pena de suspensão do futebol após recurso na CAS (Corte Arbitral do Esporte). O sul-coreano viu sua punição ser reduzida de cinco anos para 15 meses e já pode retornar às atividades no mundo da bola. A suspensão foi encerrada no mês passado 

Ao justificar a sua decisão anunciada neste sábado (10), o máximo tribunal esportivo mundial disse ter encontrado "fatores atenuantes" para diminuir a suspensão.

A pena havia sido imposta inicialmente pela Fifa em outubro de 2015, após o ex-dirigente ser acusado de violar o Código de Ética da entidade. Para completar, ele teve uma multa de 50 mil francos suíços (cerca de R$ 174 mil), aplicada anteriormente, anulada.

Acusações contra Mong-Joon

Mong-Joon havia sido acusado de praticar "lobby impróprio" durante o processo de candidatura dos países para receber a Copa do Mundo de 2022, que será realizada no Catar, e de não ter cooperado totalmente em uma investigação subsequente de todos os aspirantes a abrigar o Mundial.

A CAS, porém, alegou agora que qualquer violação do sul-coreano ao código de ética da Fifa ocorreu em "um grau bem menor" do que o julgado pelo órgão da entidade máxima do futebol. E o sul-coreano já havia reduzido anteriormente uma suspensão inicial de seis anos e uma multa de 100 mil francos, que caiu para cinco anos e 50 mil francos, após ter entrado com um recurso no Comitê de Apelações da Fifa.

Mong-Joon, que negou ter cometido irregularidades, foi um dos vice-presidentes da Fifa de 1994 a 2011. Ele é um bilionário herdeiro da montadora sul-coreana Hyundai, que é um dos patrocinadores da entidade, e esperava poder chegar à presidência da Fifa e suceder Joseph Blatter quando uma investigação anunciada contra ele, em 2015, afundou os seus planos de candidatura.

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