Coronavírus

Futebol Empresários investigados por fura-fila de vacina pagarão R$ 90 mil

Empresários investigados por fura-fila de vacina pagarão R$ 90 mil

Inscritos por uma clínica de Assis (SP), pai, mãe e irmão foram imunizados enquanto funcionários do setor da Saúde

  • Futebol | Do R7

Empresa e familiares do proprietário pagarão R$ 90 mil após acordo

Empresa e familiares do proprietário pagarão R$ 90 mil após acordo

Reprodução/Google Street View

Uma clínica de Assis (SP) e os pais e o irmão do proprietário da empresa, investigados pela suspeita de furarem a fila da vacinação contra a covid-19, firmaram um acordo com a Promotoria de Justiça da cidade do interior de São Paulo, para pagar R$ 90 mil a título de dano moral difuso.

Dividido em seis parcelas de R$ 15 mil, o valor será destinado à Santa Casa de Misericórdia da cidade.

Segundo as investigações do MP, a clínica On Body Evolution, havia registrado os pais do proprietário, Nami Sabeh e Neide Maria Costa Sabeh, e o irmão, Rodrigo Sabeh, como funcionários da empresa para obter o imunizante, fato levado em conta para definição do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta).

Como mostrou o R7 em maio, o irmão e os pais não possuem atuação na área de medicina. Nami e Neide foram incluídos enquanto diretores administrativos da On Body Evolution, e Rodrigo como diretor de vendas.

À reportagem, a defesa da clínica alegou que a empresa não favoreceu os parentes do proprietário e seguiu fielmente a Portaria Municipal 02/2021, “pois em momento algum, restringiu o direito a vacina a, exclusivamente, pessoas que trabalhassem na linha de frente, mas sim, concedeu o direito a vacina à todos aqueles que atuassem em estabelecimentos de saúde”.

O TAC assinado pela família e pela empresa aponta que a orientação técnica para a vacinação seja “que trabalhadores da saúde são 'aqueles que atuam em espaços e estabelecimentos de assistência e vigilância à saúde', como detentores do direito à vacina”.

Anteriormente, a reportagem havia publicado que o proprietário da empresa e sua família haviam furado a fila da imunização, indicando que os três familiares teriam se beneficiado pelo recebimento da dose.

Além de pontuar que os pais e o irmão se valeram da lei municipal para a aplicação da dose, a defesa do empresário também lembrou que o próprio empresário, por ser médico, foi vacinado em janeiro de 2021.

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