Futebol Empresário chinês perde posse do Milan para fundo de investimentos

Empresário chinês perde posse do Milan para fundo de investimentos

Após não quitar débito avaliado em 300 milhões de euros, fundo dos Estados Unidos assumiu o controle das operações do clube italiano

Li Yonghong perdeu o controle do Milan

Li Yonghong perdeu o controle das operações do Milan

Li Yonghong perdeu o controle das operações do Milan

Handout/Getty Images - 14.04.2017

O fundo de gestão de investimentos Elliott Management, dos Estados Unidos, assumiu o controle das operações do Milan nesta terça-feira (10), porque o empresário chinês Li Yonghong, que oficializou a compra do clube italiano em abril de 2017, não pagou à instituição financeira empréstimo avaliado em 300 milhões de euros (cerca de R$ 1,3 bilhão). O prazo para a quitação do débito venceu na última sexta-feira (6).

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"A propriedade e o controle das operações da companhia dona do Milan se transferiram para os fundos administrados pelo Elliott, em razão da falha em honrar com débitos firmados com a empresa", escreveu a instituição financeira em comunicado divulgado nesta terça-feira (10).

A expectativa é de que o Elliott Management venda o Milan no futuro, mas a nota do fundo informa que "50 milhões de euros (cerca de R$ 225 milhões) serão investidos para estabilizar as finanças do clube e há planos de injetar mais capital ao longo do tempo para prosseguir com a transformação do Milan".

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De acordo com o Elliott, o fundo está executando ordens judiciais para assumir as posses de bens de Li, a começar pela empresa Rossoneri Sport Investment Lux, com sede em Luxemburgo, criada pelo empresário chinês para concluir a compra do Milan. Pelo negócio, o antigo dono, Silvio Berlusconi, recebeu quantia avaliada em 740 milhões de euros (cerca de R$ 2,4 bilhões na cotação da época).

Em campo, a fase do Milan não é boa. O último título do Campeonato Italiano foi conquistado na temporada 2010-2011 e o último jogo pela Liga dos Campeões da Europa foi disputado em 2014. Para piorar, a Uefa decidiu excluir o clube de competições europeias pelos próximos dois anos, por desrespeito às regras de Fair Play Financeiro da entidade.

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