Corrupção na Fifa
Futebol Del Nero diz que 'inocência' será provada em tribunal 'democrático'

Del Nero diz que 'inocência' será provada em tribunal 'democrático'

Ex-presidente da CBF reitera inocência e acusa Fifa de achismo por afirmar que ele manobrou para manter esquema de corrupção na Conmebol

Marco Polo Del Nero insiste em inocência das acusações

Marco Polo Del Nero insiste em inocência das acusações

Buda Mendes/Getty Images - 17.09.2015

Banido do futebol e sem poder sair do Brasil sob o risco de ser preso e indiciado pelo FBI, Marco Polo Del Nero insiste que é inocente das acusações de corrupção e que isso será provado em "qualquer tribunal democrático".

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Nesta quarta-feira (8), o Estado revelou que Del Nero e José Maria Marin, os dois últimos presidentes da CBF, se reuniram para organizar a eleição de Juan Napout ao comando da Conmebol e, assim, manter o esquema de corrupção que existia no futebol sul-americano. A informação faz parte de uma carta enviada pela Fifa para a Justiça americana.

No documento, os advogados da entidade apontam que Marin montou um "esquema com Juan Angel Napout, Marco Polo del Nero e outros dirigentes sul-americanos para ter Napout eleito presidente da Conmebol, onde Napout poderia melhor dirigir os esquemas de corrupção".

Napout assumiu a Conmebol em março de 2015, dois meses antes das prisões dos dirigentes esportivos. Seus dois antecessores no cargo foram indiciados posteriormente: Nicolas Leoz e Eugênio Figueredo. O paraguaio prometeu transparência na entidade e reformas. Mas em dezembro de 2015 foi a vez dele ser preso, sendo condenado por corrupção em 2017.

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Em resposta ao Estado, Del Nero atacou a posição dos advogados da Fifa. "Achismo é o nome dessa conclusão desses advogados", escreveu, em uma mensagem à reportagem. "Napout foi candidato e eleito por unanimidade", disse.

"Sou inocente de qualquer acusação que possa existir e minha conduta ilibada ficará provada em qualquer tribunal democrático, político e que tenha como parâmetro a procura da verdade na busca da prova real, verdadeira e não de suposições e, repito, achismos", disse Del Nero.

Seus advogados ainda vão recorrer da decisão da Fifa que o baniu no futebol. Mas, para isso, aguardam ainda os documentos do Comitê de Ética da entidade. Nos EUA, Del Nero é suspeito de ter recebido US$ 6,5 milhões (R$ 24,4 milhões) em propinas com acordos na CBF e Conmebol.

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