Corrupção na Fifa
Futebol Del Nero diz que banimento do futebol é 'um absurdo'

Del Nero diz que banimento do futebol é 'um absurdo'

Ex-presidente da CBF afirma que irá recorrer da decisão da Fifa , que condenou o dirigente por receber propina na negociação de direitos de TV

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Del Nero, banido do futebol, com Rogério Caboclo, eleito presidente da CBF

Del Nero, banido do futebol, com Rogério Caboclo, eleito presidente da CBF

CBF

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Marco Polo Del Nero ficou revoltado com seu banimento do futebol imposto pela Fifa. O ex-presidente da CBF afirmou que é "um grande absurdo" sua punição e que irá recorrer da decisão da entidade que comanda o futebol. 

Del Nero, que estava afastado da presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) desde que havia sido suspenso preventivamente por 90 dias pela Fifa, em dezembro do ano passado, foi investigado pelo Comitê de Ética da federação internacional por suspeita de recebimento de propina.

Segundo a Fifa, o brasileiro foi considerado culpado de participação em “esquemas nos quais recebeu propina por seu papel na concessão de contratos a empresas pelos direitos de mídia e de marketing de vários campeonatos de futebol”.

"Vi sim a notícia da Fifa e só posso classificar a decisão como um grande absurdo", disse Del Nero à Reuters em rápida entrevista por telefone pouco após o anúncio do banimento.

Del Nero, ex-membro do comitê executivo da Fifa, está entre os 42 dirigentes de futebol e executivos de marketing esportivo indiciados nos Estados Unidos em 2015 em um escândalo de corrupção que provocou a maior crise da história da Fifa.

Os dois antecessores imediatos de Del Nero, José Maria Marin e Ricardo Teixeira, também estão entre os indiciados nos Estados Unidos.

Por Rodrigo Viga Gaier