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Futebol Crise faz investimentos no futebol europeu caírem para níveis de 2015

Crise faz investimentos no futebol europeu caírem para níveis de 2015

Em debate online, analista de negócios da Fifa, o português João Fonseca, diz que pandemia intensificou um fenômeno que já vinha ocorrendo

  • Futebol | Eugenio Goussinsky, do R7

Público ainda não voltou na maioria dos países

Público ainda não voltou na maioria dos países

Justin Tallis/EFE/29-12-20

No balanço de 2020, o que mais marcou o futebol europeu, em função da pandemia, foi a necessidade de uma reestruturação financeira.

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Mesmo com as cifras atingindo ainda patamares milionários, as principais agremiações e entidades estão se mobilizando para encontrar fórmulas de recuperar as receitas perdidas.

O público ainda não voltou em grande parte dos países e as receitas ainda estão abaixo do necessário.

A desaceleração econômica no futebol se intensificou muito com a covid-19 e fez o investimento no futebol europeu, e nas Ligas mais fortes, retornar a patamares de 2015, conforme informou o jornal A Bola, em debate com especialistas online.

Na conversa, o analista de negócios da Fifa, o português João Fonseca, destacou que essa desaceleração já vinha ocorrendo, mas ficou muito mais forte por causa da pandemia.

Segundo ele, os altos valores pagos para as transmissões dos jogos, um dos pilares, segundo ele, do orçamento das equipes, já estavam sendo reduzidos. O outro pilar são as receitas provenientes de patrocínios.

"Havia uma bolha antes, é fácil perceber pelos números do último contrato da Premier League, que já foram menores do que os anteriores", observou.

Ele citou como exemplo o fato de, antes da pandemia, alguns direitos televisivos terem sido reduzidos em seus valores, como o dos direitos internacionais de transmissão da Premier League, que caíram 20% em 2019 em relação ao ano anterior.

Fonseca ressaltou, no entanto, que o mais surpreendente foi o fato de a crise, provocada pela falta de liquidez, ter atingido as cinco principais ligas, chamadas de Big 5, ao mesmo tempo que as ligas com menor poderio financeiro.

O especialista apontou que os investimentos das empresas de tecnologia e streaming, como a Amazon, na transmissão de jogos, já se mostram como uma nova tendência para o setor.

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