Copa do Mundo 2014 Jogadores de 50 enfim são perdoados após Mineirazo

Jogadores de 50 enfim são perdoados após Mineirazo

Time de Luiz Felipe Scolari mostrou verdadeiramente o que é ser humilhado em um Mundial

Jogadores de 50 enfim são perdoados após Minerazo

Se alguém ainda tinha algum resquício de dúvida, perdeu na última terça-feira (8), ao ver o Brasil ser verdadeiramente humilhado pela Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo. A derrota para lá de vexatória no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), só serviu para os mais críticos enfim absolverem os jogadores vice-campeões em 1950.

Na primeira Copa do Mundo do Brasil, o título era dado como certo. Muito certo. Conta a história que jornais com manchetes de campeão já estavam nas bancas prontinhos para serem vendidos. Políticos de todas as esferas em todo momento invadiam a concentração do time verde-amarelo para infinitas fotos com os campeões mundiais. Então cerca de 52 milhões de habitantes também tinham a certeza do título.

Faltou combinar com o Uruguai. O Brasil até saiu na frente. Logo aos dois minutos da segunda etapa, Friaça deu início ao que parecia ser uma grande festa. Nada disso. Aos 21 minutos, Juan Schiaffino tratou de empatar. Mas o lance que até a última terça condenou Barbosa veio a 11 minutos do fim da partida – o empate daria o título ao Brasil. Alcides Ghiggia arrancou pela ponta-direita e, ao invés de cruzar para o meio da área, chutou entre a trave e o goleiro. Barbosa amargou injustamente o posto de vilão até o último dia de sua vida, em 7 de abril de 2.000.

No episódio que hoje passa a ser lembrado como Mineirazzo, a seleção brasileira jogou por apenas 11 minutos. Foi o tempo até sair o gol de Thomas Mueller. Depois disso, foi uma enxurrada com Miroslav Klose (agora maior artilheiro da história das Copas com 16 gols), Toni Kroos (duas vezes), Sami Khedira e Andre Schuerrle (duas vezes).

Andorinha só e que fazia verão, Neymar foi, sim a ausência mais sentida. O jovem, craque aos 22 anos, parecia não se importar em carregar um país inteiro nas costas. Mas foi nas costas mesmo que levou uma joelhada covarde e ficou de fora da Copa. Com uma geração limitada tecnicamente, é verdade, Luiz Felipe Scolari ficou sem alternativas. O só esforçado Oscar ainda garantiu o que estupidamente costuma-se chamar de “gol de honra”.

Mas que honra? Os hoje mais de 200 milhões de habitantes tiveram a certeza que perder por 2 a 1 faz plenamente parte do esporte e os vice-campeões mundiais estão eternamente perdoados pelos mais severos. A humilhação por 7 a 1 em casa é que talvez mereça para sempre ser amargada. 

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