Copa das Confederações 2013 Caos e violência devem marcar a última semana da Copa das Confederações

Caos e violência devem marcar a última semana da Copa das Confederações

Manifestação em Belo Horizonte ocorrerá no dia da semifinal entre Brasil e Uruguai

Caos e violência devem marcar a última semana da Copa das Confederações

AFP

A Copa das Confederações, realizada no Brasil e considerada um ensaio geral para a Copa do Mundo, foi ofuscada pelas manifestações que aconteceram pelo País nas últimas semanas e os protestos contra corrupção, má qualidade dos transportes públicos e contra a própria realização da maior competição de futebol. Foi registrada uma onda de violência na porta dos estádios.

Apesar de Jêrome Valcke, secretário-geral da Fifa, ter afirmado que a Copa das Confederações vai “muito bem”, os confrontos entre polícia e manifestantes se intensificaram no último sábado (22), na partida entre Japão e México em Belo Horizonte, aumentando a apreensão para a sequência do torneio.

Brasil e Uruguai fazem uma das semifinais da competição, na próxima quarta-feira (26), no Mineirão, em Belo Horizonte e a Polícia do Estado já se prepara para um confronto ainda maior com os manifestantes. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, chegou a cancelar a ida a um evento na capital mineira no mesmo dia do jogo, data na qual está marcada a próxima manifestação.

Na partida entre Japão e México, que não valia nada já que os dois times estavam desclassificados, milhares de pessoas chegaram aos arredores do Mineirão e foram reprimidas pela força das balas de borracha e bombas de gás da Polícia.

Praticamente todos os jogos disputados da Copa das Confederações, que termina no próximo domingo (30), relataram o apelo dos manifestantes em prol de melhorias pelo País. Também criticaram os gastos excessivos com os eventos esportivos que serão realizados no país e os policiais.  eles precisaram limitar a atuação dos protestantes que se dispuseram a ultrapassar o limite de segurança determinado pela Fifa no entorno de um estádio.

Alguns jogadores e membros das seleções chegaram a opinar e apoiar as manifestações, apesar da circulação de notícias de que alguns atletas internacionais estariam com medo de vir ou ficar no Brasil durante as competições.

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Mesmo com a violência instaurada no País nos últimos dias, a Fifa descarta a hipótese de que a Copa do Mundo não será realizada no Brasil - mas existe a preocupação pela segurança às 32 seleções que vão participar do torneio e aos 600 mil turistas que estão sendo esperados.

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A garantia passa por uma reformulação no plano de segurança brasileiro para o evento e conta até com uma possível ajuda do Exército nacional para a manutenção da ordem. O problema é que este “novo plano” deixará a Copa ainda mais cara, em cima de um gasto que já passa de R$ 28 bilhões.

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Em pronunciamento feito em rede nacional, a presidente Dilma Rousseff pediu para que o povo tenha respeito pelos atletas estrangeiros e pelos turistas. Uma semana antes, Dilma foi vaiada por todo o estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Em coletiva realizada nesta segunda-feira (24), o Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo fez um balanço da Copa das Confederações, que tem boas médias de público e de gols, e fez questão de ressaltar a regularidade nos prazos de entrega das obras de melhoria:

— Não houve nada que colocasse em risco a organização da Copa das Confederações. A organização e o trabalho, entregues nos dias que antecederam a Copa, algumas vezes antes dos jogos, foram incríveis. A força de trabalho aqui no Brasil é incrível – ok, muitas vezes no último minuto – infraestrutura, estádios e instalações. Foi um desafio, mas o desafio foi bem.

Espanha e Itália fazem a outra semifinal da competição, na quinta-feira (27), no estádio Castelão, em Fortaleza. Os vencedores das duas partidas jogam no Maracanã, no domingo (30), pelo título. Os perdedores disputam o terceiro lugar, na Arena Fonte Nova, em Salvador.