Corrupção na Fifa
Futebol Com mais de 24 anos de existência, corrupção da FIFA movimentou quase meio bilhão de reais em propinas

Com mais de 24 anos de existência, corrupção da FIFA movimentou quase meio bilhão de reais em propinas

Relatório da promotoria americana também destacou o papel da grandes empresas do setor no esquema

Com mais de 24 anos de existência, corrupção da FIFA movimentou quase meio bilhão de reais em propinas

As autoridades norte-americanas da promotoria do Brooklyn, em NY, foram bastante claras nesta quarta-feira (27) ao divulgarem o primeiro relatório sobre as investigações contra a FIFA descrevendo a corrupção na organização como sendo " galopante, sistêmica e profundamente enraizado tanto no exterior como aqui nos Estados Unidos". 

As suspeitas de corrupção recaem sobre mais de R$ 476 milhões (US$ 150 milhões) que teriam sido movimentados nos últimos 24 anos e se referem a propinas, contratos de marketing, direitos televisivos e organização de torneios.

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De acordo com a chefe das investigações nos EUA, Loretta E. Lynch, o esquema da corrupção na FIFA se estende por pelo menos duas gerações de dirigentes esportivos que  teriam abusado "das suas posições de confiança para adquirir milhões de dólares em subornos e propinas". 

O diretor do FBI, James B. Comey, alegou nesta quarta-feira (27) que pagamentos ilegais, propinas e subornos se tornaram a "forma de fazer negócio da FIFA".

A organização é investigada há anos pelo FBI e sempre negou as acusações.

Agora, os EUA devem pedir a extradição dos suspeitos. Além do processo nos Estados Unidos, as autoridades suíças recolheram hoje documentos na sede da Fifa em uma investigação sobre a escolha das sedes dos mundiais de 2018 e 2022, que serão disputados na Rússia e no Qatar, respectivamente.

Logo após a notícia das prisões, o ministro russo do Esporte, Vitali Mutko, afirmou à mídia local que as investigações não estão relacionadas à organização do torneio no país.

"Vimos que algumas pessoas foram presas. Muitas delas não têm relação nenhuma com a análise dos requisitos para sediar o mundial e não eram membros do comitê executivo da Fifa", destacou.

Futuro

De acordo com o porta-voz da Fifa, Walter De Gregorio, apesar das prisões, o congresso anual da entidade em Zurique continuará, assim como a eleição presidencial de sexta-feira.

De Gregorio também garantiu que as Copas do Mundo de 2018 e 2022 serão disputadas "normalmente". Sobre a situação de Blatter, o porta-voz contou que ele está "calmo" e que "não renunciará ao cargo".

Segundo o porta-voz, a Fifa é a parte "prejudicada" no episódio, portanto, está "colaborando" com as autoridades.