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Com craque-cartola, futebol de amputados quer reconhecimento

Vice de federação, atacante Rogerinho é astro da seleção junto com zagueiro Marcelo; time brasileiro é tricampeão mundial e ficou em 3º na Copa 2018

futebol de amputados

Carla Canteras, do R7
Reprodução Facebook

A seleção brasileira foi terceira colocada no Mundial do México, em novembro

A história bem-sucedida entre o Brasil e o futebol não é marcada apenas pelos cinco títulos mundiais da seleção masculina ou pelas seis vezes em que Marta foi escolhida a melhor do mundo

As categorias paralímpicas também têm capítulos empolgantes. A seleção brasileira de amputados foi tetracampeã do mundo (em 1989, 1999, 2001 e2005) e neste ano, na Copa do Mundo, realizada no México, em novembro, ficou com a terceira posição.

Astros da seleção

O sucesso atual é explicado por dois personagens importantes: o atacante Rogerinho, ou R9, e o zagueiro Marcelo, que jogam no Corinthians e são titulares na seleção. A história de vida dos dois é bem diferente, mas o amor e a empolgação pelo esporte são parecidos.

Rogerinho, de 36 anos, nasceu com um problema de má-formação congênita e tem uma das pernas bem menor que a outra. Desde criança, jogava bola com os amigos da rua e da escola. Mas tinha a frustração de não conseguir participar de campeonatos.

Diego Silva/divulgação Corinthians-Mogi

Rogerinho joga futebol desde criança

“Eu nasci assim. Jogava bola na rua, porém era o único deficiente. Usava muletas e, quando chegava os campeonatos, não podia jogar. Só treinava com eles e me chateava”, explicou Rogerinho.

Quando conheceu o esporte paralímpico, o atacante começou no vôlei. Logo foi para o futebol e entrou para o time de São Vicente em 2007. Mas o seu caminho para seleção brasileira foi rápido. Em 2009, virou titular e não saiu mais, sendo tricampeão da Copa América (2009, 2013 e 2015), vice-campeão sul-americano (2017) e campeão da Copa das Confederações (2016).

Com mais de 500 gols marcados na carreira, hoje a vida de Rogerinho é toda voltada para a modalidade. Em Mogi das Cruzes (62 km de São Paulo), ele fundou um projeto que ajuda 38 pessoas com deficiência.

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“Cerca de 80% das pessoas que fazem parte do projeto sofreram acidente de moto. Outros, são doenças. É bacana você chegar em um cara recém-amputado e mostrar para ele o esporte. Mostrar que a vida continua... Não tem troféu nenhum que pague essa recompensa”, comemorou Rogerinho.

Diego Silva/divulgação Corinthians-Mogi

Marcelo, do Corinthians, perdeu a perna aos 26 anos

‘Tudo menos futebol’

A história do zagueirão Marcelo, de 43 anos, também tem ligação com o futebol desde criança. Mas ele teve de reaprender a modalidade.

Com 26 anos, Marcelo jogava futsal na várzea. Mas, após um erro médico, acabou perdendo a perna esquerda depois de levar uma pancada atuando.

“Levei um chute, que acabou entupindo minha artéria. O procedimento médico foi errado. Minha perna foi engessada e comprimiu ainda mais a artéria, que depois se rompeu. Nesse rompimento, entrou uma bactéria na minha corrente sanguínea e tive de amputar”, contou Marcelo.

Somente em 2009, Marcelo procurou outro esporte, que poderia ser qualquer um, menos futebol. Mas, na prática, o esporte voltou à vida dele e traçou caminhos impensados.

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“Queria qualquer outra coisa. Foi me apresentado o atletismo, a natação e eu gostei. Mas estava com uma micose no pé e demorei seis meses para resolver. Quando resolvi o problema, cortaram a verba da natação e eu conheci o futebol. Estou até hoje.”

Não tem como ser diferente, já que entrar no gramado novamente trouxe para Marcelo muito mais do que só o prazer de praticar um esporte.

“Quando a bola rola, esquecemos que somos deficientes. Ainda mais para mim. Era para eu ter morrido. Fui desenganado pelos médicos. Agora sou jogador da seleção”.

Dificuldades financeiras

Ser jogador da seleção e viajar o mundo não significa que os jogadores da seleção paralímpica vivam do esporte. Os jogadores, muitas vezes, têm uma ajuda de custo dos patrocinadores, que não chega a pagar todas as contas. Assim, eles têm de colocar dinheiro do próprio bolso.

Rogerinho trabalha no setor administrativo de uma loja de materiais elétricos de um primo e é vice-presidente da Associação Brasileira de Esportes para Amputados. Algumas vezes, ele não coloca dinheiro só para pagar as próprias contas.

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“Como dirigente, tenho também a responsabilidade de não deixar que nenhum jogador coloque a mão no bolso para defender a seleção. Então, vamos atrás de patrocínio e vendemos rifas. Se precisar, inteiramos o dinheiro”, conta Rogerinho.

Já Marcelo é autônomo e, quando viaja para defender o Brasil, não trabalha e não recebe.

“Em novembro [mês do Mundial no México], acabei deixando minhas contas pra trás. O cobrador ligou e perguntou: por que você não pagou? Porque estava defendendo o meu país”, afirmou o zagueiro.

Diego Silva/divulgação Corinthians-Mogi

Os braços são muito exigidos no futebol de amputados

Diferença para o futebol

A grande diferença entre o futebol de amputados e a modalidade convencional é a corrida. “Corremos com os braços e não com as pernas. Toda a nossa velocidade é com os braços. Dói ombro, cotovelo. Só com muita musculação e academia para aguentar a dor”, explicou Marcelo.

Algumas regras também são adaptadas. Confira as principais diferenças:

Arte R7

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Descanso merecido! Veja as férias dos jogadores de futebol do Brasil

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O atacante Éverton Cebolinha está com a família em Porto de Galinhas, em Pernambuco. Olha que coisa mais fofa a Sophia, filha do jogador do Grêmio

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Quando a pequena descansa, Everton aproveita um pouco da piscina com a esposa, Isa Ranieri

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O goleiro Marcelo Lomba, do Internacional e eleito o melhor do Brasileirão, foi com a família passear por Paris, na França. Na foto, ele está com os filhos no Museu do Louvre, um dos principais pontos turísticos da cidade

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O meia Nenê do São Paulo está com a namorada Jessica em Nova York... aproveitando o friozinho que faz no inverno dos Estados Unidos

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O capitão que ergue a taça do Brasileiro, Bruno Henrique, está em Orlando com a mulher, Bel Dietrich

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Arrascaeta, o herói do Cruzeiro na conquista da Copa do Brasil, já está na segunda viagem... Primeiro ele e a esposa, Camila, foram conhecer a cidade histórica de Ouro Preto, em Minas Gerais

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Agora ele foi visitar a família no Uruguai... passou um domingo de piquenique em Nuevo Berlín, cidade onde vive os familiares

De Arrascaeta: saiba mais sobre o uruguaio, finalista do Prêmio Puskas

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O goleiro campeão brasileiro Weverton está com a mulher Jaqueline em Dubai, nos Emirados Árabes

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Dudu foi com a família toda para Disney...

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E não estava na foto do casamento de Alexandre Mattos, diretor de futebol do Palmeiras. A festa foi em Trancoso, na Bahia, e até Felipão estava na comemoração

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Felipe Melo e a esposa Roberta posaram para foto na piscina... cheios de estilo

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Clayson, do Corinthians, também está no Nordeste do Brasil e pousou para foto na piscina. O meia-atacante relaxa em Natal, no Rio Grande do Norte

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Outro corintiano que está no Nordeste é Pedrinho. O jovem, que pode ser transferido do futebol brasileiro, está em Maceió com o pai, Pedro

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Dedé preferiu um passeio de rio em vez de mar... O zagueiro foi pescar na Amazônia e postou foto nas redes sociais para ninguém achar que era história de pescador

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Rodrygo, do Santos, foi assistir a final da Libertadores em Madri, na Espanha. Será que ele já procurou a casa em que vai morar a partir do ano que vem?

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Victor Cuesta, considerado um dos melhores zagueiros do Brasileiro, está em São Francisco, nos Estados Unidos, aproveitando as férias

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Diego Ribas, meia do Flamengo, está com a mulher, Bruna, no Deserto do Atacama, no Chile. O casal é esportista e passeia pela areia de bicicleta

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Além de românticos também!

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O romantismo de Diego Souza é aqui no Brasil mesmo, em Fernando de Noronha. Um paraíso, em Permambuco

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Fagner, lateral do Corinthians, está com a mulher Bárbara Lemos curtindo a praia

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