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Futebol Ceni rebate torcida e diz ter relação eterna com São Paulo

Ceni rebate torcida e diz ter relação eterna com São Paulo

Treinador disse que respeita os clubes por onde passou, mas nada "diminui o quanto gosta e se identifica" com o São Paulo

Alvo de crítica de torcedores, sobretudo as torcidas organizadas, o novo técnico do São Paulo, Rogério Ceni, usou a entrevista coletiva depois do empate em 1 a 1 com o Ceará, no Morumbi, na noite desta quinta-feira (14), para se defender e explicar a declaração que deu enquanto treinava o Flamengo.

Quando era técnico do Rubro-Negro, o ex-goleiro e ídolo como jogador do São Paulo disse que a torcida flamenguista era "diferente", e isso incomodou torcedores do Tricolor Paulista, que considerou um desrespeito dele com o clube por onde ele atuou por mais de duas décadas.

"A declaração que eu dei quando estava no Flamengo, que é uma grande instituição e um ótimo lugar para se trabalhar, foi que no Rio de Janeiro é diferente de São Paulo. Em São Paulo, a torcida é muito dividida entre os três grandes, e no Rio de Janeiro existem mais de 700 favelas, e é praticamente uma exceção social você vestir a camisa do Flamengo para fazer parte da comunidade", disse Rogério.

Rogério Ceni

Rogério Ceni

Rubens Chiri/São Paulo

Ainda sobre o assunto, o treinador disse que as passagens pelos outros clubes não apagam o sentimento que ele tem pelo time do Morumbi. "O respeito que eu tenho pelo Flamengo e pelos outros clubes onde trabalhei não diminui o quanto gosto e me identifico com o São Paulo".

Rogério é um dos maiores ídolos da história do clube, sendo o atleta que mais vezes vestiu a camisa do São Paulo (1.227 jogos), além de ter sido o capitão em títulos importantes como Copa Libertadores e Mundial de Clubes, em 2005, e o tricampeonato Brasileiro, entre 2006 e 2008. Ele retornou ao time horas depois de o argentino Hernán Crespo sair, na última quarta-feira (13).

"A minha relação com o São Paulo é eterna e eu respeito. Se eu, durante 25 anos, deixei minha vida aqui dentro, e ainda pode haver pessoas descontentes, lamento. Se o torcedor gritar ou não [meu nome], sempre vou estar próximo, respeitando, porque foi o torcedor que me sustentou e colocou aqui durante esse tempo todo. Para mim, é um prazer estar no clube que é praticamente a minha casa, já que morei embaixo dessas arquibancadas por quatro anos".

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