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Futebol Caso Daniel: polícia confirma que outros 3 envolvidos são procurados

Caso Daniel: polícia confirma que outros 3 envolvidos são procurados

Delegado Amadeu Trevisan diz que empresário Edson Brittes, preso junto com a mulher e afilha, teve ajuda para espancar, torturar e matar o jogador

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Edson, Allana e Cristiana Brittes na festa de aniversário no bar Shed, em Curitiba

Edson, Allana e Cristiana Brittes na festa de aniversário no bar Shed, em Curitiba

Reprodução Instagram

A Delegacia Regional da Polícia Civil de São José dos Pinhais (PR) confirmou nesta sexta-feira (1), que outros três suspeitos de envolvimento no assassinato brutal do meia Daniel Corrêa, de 24 anos, ocorrido no último sábado, estão sendo procurados. Entretanto, ainda não há mandados de prisão para os suspeitos.

A revelação foi feita pelo delegado Amadeu Trevisan, responsável pelo caso, durante entrevista coletiva para explicar a prisão do suspeito pelo crime, o empresário Edson Brittes Junior, de 38 anos.

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Com ele, também foram detidas a esposa, Cristiana Brittes, e a filha do casal, Allana Emily Brittes, de 18 anos. O trio está preso temporariamente por 30 dias.

Para o delegado Amadeu Trevisan, o empresário não teria como cometer o crime sem ajuda e havia cerca de dez pessoas na casa onde o jogador foi agredido depois de sair de uma festa na boate Shed, em Curitiba, poucas horas antes. O policial também classificou o crime como cruel e exagerado.

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"Foi um desintendimento de final de festa, bebedeira, noites de balada que terminam com muita bebida. E um exagero por parte do autor. Por mais que ele tivesse pego a mulher naquelas condições. A resposta foi totalmente desproporcional. Não havia necessidade de ter terminado com a vida do rapaz e muito menos dessa forma. Vamos provar que ele matou e fez isso de maneira cruel e desnecessária", frisou Amadeu Trevisan.

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Edson mostra onde deixou o corpo do jogador Daniel

Edson mostra onde deixou o corpo do jogador Daniel

Reprodução/Defesa

Amadeu Trevisan explicou ainda que as mulheres serão indiciadas porque estiveram o "tempo todo" no palco do crime. "Possivelmente, algum auxílo (aos agressores) devem ter dado. Senão, o crime não teria ocorrido da forma como ocorreu", destacou o delegado responsável pelo inquérito.

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Segundo a investigação, Daniel conhecia Allana, havia estado na festa de 17 anos da garota, no ano passado, e foi convidado para o aniversário de 18 anos da jovem. Após deixaram o local, os três, junto com Daniel e outros dois amigos seguiram para a casa da família Brittes, no bairro Cristal, em São José dos Pinhais, para continuar a comemoração.

Na residência, Daniel teria ido até o quarto onde Cristiana dormia e se deitado ao lado da mulher. Então, o jogador passou a enviar mensagens de celular para amigos com fotos dele junto com a mulher e sugerir que teria mantido relações sexuais com ela. No entanto, não é possível dizer se Daniel teria estuprado Cristiana.

"Não tem gritos. Tem mensagens trocadas e, pelo que a gente percebe, a mulher está dormindo profundamente. As informações que temos sobre os dois na cama são as que a vítima passou para os amigos", revelou Trevisan.

Defesa rebate

De acordo com o advogado Claudio Dalledone, que defende o empresário, Daniel fez fotos com Cristiana na cama do casal e, ainda, teria mandado mensagens para amigos afirmando que teria relações sexuais com ela. Para o defensor, a atitude do jogador causou “brutal destempero emocional” no marido da mulher e principal suspeito do crime.

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