Paratletas são exemplo de que a vida não acaba apesar da tragédia
Alex Zanardi, Bruno Landgraf e outros superaram acidentes graves por meio do esporte
Do R7
Montagem R7
O acidente com o avião da Chapecoense deixou 71 vítimas fatais, sendo 19 jogadores. Milagrosamente, seis pessoas sobreviveram, entre elas o zagueiro Neto, o goleiro Jackson Follmann e o lateral Alan Ruschel, que ficaram gravemente feridos e passarão por uma dura fase de recuperação, tanto física quanto psicológica. Entretanto, alguns atuais paratletas são exemplos de que, por mais difícil que seja, há como dar uma chance para a vida depois de grandes tragédias, já que a vida os deu mais uma chance. Veja a seguir
Chris Graythen / Getty Images
Alex Zanardi
divulgação
Zanardi, ex-piloto de Fórmula 1, viu sua vida mudar em um acidente pela categoria CART, em 2001. O italiano, então com 35 anos, brigava pela vitória no circuito EuroSpeedway Lausitz quando, depois de um pit stop, rodou na pista e foi atingido por outro carro. Zanardi teve as duas pernas amputadas acima do joelho
Friedemann Vogel / Getty Images
A adversidade, no entanto, não foi suficiente para que o italiano "jogasse a toalha". Em 2007, ele adotou o paraciclismo como seu novo esporte. Na modalidade, Zanardi se tornou o maior campeão paralímpico, somando quatro medalhas de ouro e duas de prata
Divulgação
Georgette Vidor
Reprodução/Flamengo
Georgette foi outra vítima de acidentes. Em maio de 2007, a então técnica da ginástica do Flamengo viajava com a equipe para uma competição em Curitiba. Durante a madrugada, uma carreta desgovernada bateu no ônibus da delegação, deixando seis mortos e 14 feridos. Georgette sofreu uma lesão na medula e ficou paraplégica
Ricardo Bufolin/CBG
Georgette, no entanto, não abandonou o esporte que tanto ama. Atualmente, ela é coordenadora da seleção brasileira de ginástica
Marisa Cauduro/Folhapress
Brundo Landgraf
Reprodução / Instagram
Bruno foi revelado pelo São Paulo e foi convocado diversas vezes para defender as categorias de base da seleção brasileira. Se profissionalizou no clube paulista em 2005 e, apesar de ser o terceiro goleiro, era considerado por muitos o sucessor do ídolo Rogério Ceni. Em 2006, no entanto, Bruno sofreu um acidente de carro, que deixou dois mortos, e ficou tetraplégico. Ele ficou cerca de oito meses internado, três sem falar e outros três sem conseguir comer
Reprodução
Em 2009, o ex-goleiro passou a se dedicar à vela paralímpica. Ele já participou de duas edições de Paralimpíadas: Londres 2012 e Rio 2016
Reprodução/Internet
Fernando Fernandes
Reprodução/Facebook
Fernando não era atleta, mas ganhou fama ao participar do reality show Big Brother Brasil, da TV Globo, em 2002. A grande virada da vida do ex-modelo aconteceu em 2009, quando, também em um acidente de carro, ficou paraplégico. Fernando é mais um exemplo de superação por meio do esporte. Em uma cadeira de rodas, ele passou a se dedicar à canoagem paralímpica. Atualmente, ele é tetracampeão mundial na modalidade
Reprodução
Jackson Follmann, goleiro sobrevivente da Chapecoense, teve uma de suas pernas amputada abaixo do joelho. Para um jogador de futebol, viver sem seu instrumento de trabalho é uma situação triste. Os atletas citados anteriormente, no entanto, são exemplos de que o esporte é um grande aliado quando o assunto é superação
Reprodução
O zagueiro Neto vem apresentando melhoras significativas, tanto que médicos chegaram a cogitar que, futuramente, o jogador tenha condições de voltar ao futebol
Reprodução/Instagram
Alan Ruschel também tem evoluído em sua recuperação. Segundo a irmã do lateral, ele, inclusive, conseguiu se comunicar com a família. Saiba mais