Queda do avião da Chapecoense

Fora de Jogo MPF encerra negociação com seguradoras por tragédia da Chape

MPF encerra negociação com seguradoras por tragédia da Chape

Em 2019, órgão federal entrou com indenização de R$ 1,5 bi por danos morais e materiais, favoráveis às famílias das vítimas do acidente aéreo na Colômbia

Agência Estado - Esportes
Setenta e uma pessoas morreram no acidente com a Chape em novembro de 2016

Setenta e uma pessoas morreram no acidente com a Chape em novembro de 2016

Ricardo Moraes/Reuters

Sem conseguir avançar as conversas, o Ministério Público Federal (MPF) colocou um ponto final à negociação com as seguradoras do Voo LaMia 2933, que deixou 71 mortos após cair na Colômbia, em novembro de 2016, quando a Chapecoense viajava para a decisão da Copa sul-americana.

Desta forma, a ação civil pública, movida em novembro de 2019, segue o curso judicial. Isso, porém, não significa que as resseguradoras não poderão tentar um acordo mais à frente, o que só ocorrerá, entretanto, se elas cumprirem requisitos combinados no primeiro trimestre de 2020.

Em 2019, o MPF entrou com uma ação pedindo US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão) como indenização por danos morais e materiais, favoráveis às famílias das vítimas do acidente, que matou integrantes da comissão técnica, do elenco e da diretoria da Chapecoense, além de jornalistas e tripulantes.

A LaMia, dona da aeronave, os grupos econômicos da corretora Aon e das seguradoras Tokio Marine Kiln e Bisa Seguros y Reaseguros são réus na ação do Ministério Público, que entende que as seguradoras e resseguradoras tinham conhecimento do momento financeiro ruim pelo qual passava a companhia aérea.

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