Rafael Silva revela ‘inveja boa’ de atleta que venceu lenda do judô

Baby, como judoca brasileiro é conhecido, disse que ainda hoje procura uma forma de vencer Teddy Riner, que ficou quase dez anos sem perder

Rafael Silva, o Baby, tem duas medalhas de bronze em Jogos Olímpicos

Rafael Silva, o Baby, tem duas medalhas de bronze em Jogos Olímpicos

Murad Sezer/Reuters

Em fevereiro deste ano, então a quatro meses dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, o chão do judô estremeceu. O francês Teddy Riner, lenda do esporte, caiu para o japonês Kokoro Kageura. O brasileiro Rafael Silva, o Baby, como é conhecido, revelou nesta quinta-feira (30) uma pontinha de inveja por não ter sido ele a colocar fim em uma hegemonia que já durava quase dez anos.

Baby revelou, de forma bem humorada, que acompanhou a luta pelo Grand Prix de Paris e viveu um mix de sensações. Depois de ter lutado tantas vezes contra o francês, o duas vezes medalhista olímpico (bronze em Londres 2012 e bronze na Rio 2016) entende que poderia ter sido ele o vencedor.

Kageura se colocou como um das promessas em Tóquio

Kageura se colocou como um das promessas em Tóquio

Divulgação/IJF

“Lutei nove, dez vezes, contra o Teddy e até hoje estou procurando nove ou dez formas de vencê-lo”, riu Baby, na apresentação dos novos atletas do Time Ajinomoto, que ajuda esportistas do país com suporte nutricional. “Foi uma vitória que senti aquela inveja: ‘Poxa, poderia ser eu’. Mas, ao mesmo tempo, fiquei feliz. Alguém mostrou que é possível.”

Kageura, de 24 anos, é considerado uma das promessas do judô mundial ao vencer por ippon no golden score. Apesar 1,79 metros, 25 centímetros a menos que Rinner, 24 centímetros a menos que Baby, o japonês impôs o seu estilo e venceu o mais temido adversário do esporte, na categoria +100 kg. Ao todo, o bicampeão olímpico (Londres 2012 e Rio 2016, ainda tem o bronze em Pequim 2008) ficou 154 lutas sem perder.

Baby acredita que, por Rinner estar há tanto tempo no circuito mundial, precisa sempre de uma motivação a mais. O feito do atleta japonês, que não figurava entre os favoritos para Tóquio 2020, seria como ‘cutucar a onça com vara curta’.

“O Teddy tem que ter uma motivação diferenciada. Então, essa derrota vai motivar ele ainda mais. Com certeza, essa derrota esse ano veio para mexer e deixar a categoria mais dinâmica. Todo mundo tem esse estímulo a mais”, concluiu o brasileiro.

No último mês de março, os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 foram adiados em um ano devido à pandemia do novo coronavírus. O evento está marcado para de 23 de julho a 8 de agosto do ano que vem.

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