Esportes Olímpicos Otimista sobre Lima 2019 e Tóquio 2020, COB quer mostrar 'cara nova'

Otimista sobre Lima 2019 e Tóquio 2020, COB quer mostrar 'cara nova'

Comitê lançou emblemas em homenagens a atletas olímpicos do Brasil e falou sobre erros do passado e reestruturação da entidade

Olimpíada 2020

Em reestruturação, COB não faz projeções para quadro de medalhas em 2020

Em reestruturação, COB não faz projeções para quadro de medalhas em 2020

Edu Garcia/R7

"Estamos extremamente otimistas. Não damos passo atrás nem para pegar impulso", afirmou Paulo Wanderley Teixeira, presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil) desde outubro passado, à reportagem do R7 em evento da entidade em São Paulo. 

O COB lançou, nesta terça-feira (7), o Selo dos Atletas Olímpicos — emblemas criados em homenagem aos brasileiros que disputaram Olimpíadas ao longo da história.

As marcas se distinguem em três tipos: para os esportistas que participaram de Jogos, aos que ganharam medalhas de bronze ou prata e, por fim, àqueles que faturaram o ouro. 

Veja também: COB lança selo em homenagem a atletas olímpicos brasileiros

Durante a apresentação, Teixeira buscou se afastar da gestão de Carlos Arthur Nuzman, que chegou a ser preso pela Polícia Federal em outubro do ano passado por suspeita de fraude na escolha da Rio 2016 e corrupção e lavagem de dinheiro. O dirigente afirmou que "transparência e austeridade" serão os pilares mais importantes da chamada "nova cara do COB".

Paulo Wanderley: "Não damos passo atrás nem para pegar impulso"

Paulo Wanderley: "Não damos passo atrás nem para pegar impulso"

Edu Garcia/R7

Ao R7, o dirigente demonstrou confiança na atual geração do esporte brasileiro e em sua gestão, mas também ressaltou a dificuldade que enfrentará devido à crise enfrentada pela  entidade desde 2017. Além da prisão de Nuzman, que havia sido presidente da entidade desde 1995, a entidade perdeu todos os seus patrocinadores. Atualmente, conta com Peak Sport como fornecedora de material esportivo. Sem dinheiro, o COB implementou uma política de corte de gastos. 

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"Sofremos um momento atípico para o esporte olímpico. Os cortes de patrocínio são uma realidade no esporte. E é natural que os recursos da Olimpíada de 2016 vinham com mais facilidade e em quantidade maior, já que a competição foi no nosso país", analisou o dirigente.

"Com as medidas que tomamos de reestruturação da entidade, tivemos oportunidades com os mesmos recursos de aplicar maior quantidade de recursos em relação ao ano anterior. Estamos fazendo na mesma qualidade e apenas otimizando onde aplicar", acrescentou.

Teixeira também ressaltou que o Brasil levará força máxima aos Jogos Pan-Americanos de 2019, em Lima, e destacou a importância da competição.

"Os Jogos Pan-Americanos só perdem mesmo (em importância) para a Olimpíada. São um excelente termômetro para as nossas equipes e nossos atletas. O COB tem isso em mente. Vamos com força total para lá. Vamos para fazer o maior sucesso possível", garantiu ele.

Ouro em 1992, diretor-geral confia em grande apresentação em Tóquio

'Esperamos uma grande apresentação', afirma Sampaio sobre Olimpíada de Tóqui

'Esperamos uma grande apresentação', afirma Sampaio sobre Olimpíada de Tóqui

Edu Garcia/R7

Medalhista de ouro na categoria meio-leve (até 65 kg) do judô em Barcelona 1992, Rogério Sampaio é o atual diretor-geral do COB. Ele acredita em boas atuações nos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio.

"O Brasil, nas últimas três Olimpíadas, vem conquistando um grande número de medalhas", afirma Sampaio.

"Não tenho dúvida de que a gente vai fazer uma grande apresentação em Tóquio", afirma o ex-judoca, que faz a ressalva das possíveis dificuldades em Tóquio 2020.

"Será um grande desafio, porque temos um fuso horário de 12 horas, e isso faz com que tenhamos uma grande logística para a aclimatação dos atletas. Isso vai fazer com que seja, talvez, um dos Jogos Olímpicos mais difíceis para o Brasil."

Sobre o Pan de 2019, Sampaio diz que é um evento "extremamente importante. O Brasil sempre valorizou a participação nos Jogos Pan-Americanos. Tentaremos uma das melhores apresentações do Brasil na história dos Pan-Americanos."

'Sem metas, por enquanto'

Para a Rio 2016, a então gestão do COB já avaliava em 2012 que a meta do Time Brasil era estar entre os dez primeiros colocados no quadro geral de medalhas. Ao fim da competição, o Brasil terminou em 13º lugar.

Ao contrário da última edição dos Jogos, os atuais dirigentes do COB não pretendem criar uma projeção para Tóquio com a mesma antecedência. Os objetivos devem ser definidos apenas ao fim do ano que vem. 

"Temos que ter metas, né? Mas não neste ano (2018). Temos que terminar os últimos Mundiais de cada modalidade. E isso acontece em 2019. Então, a partir da realização dos Mundiais em 2019, poderemos ter uma previsão mais realista. Vamos esperar", disse Teixeira.

COB lança selo em homenagem a atletas olímpicos brasileiros