Esportes Olímpicos Comitê Organizador diz que Olimpíada 'não será convencional'

Comitê Organizador diz que Olimpíada 'não será convencional'

Toshiro Muto afirmou que jogos serão bem diferentes, algo jamais visto. Evento acontece entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021 na cidade de Tóquio

Agência Estado - Esportes
Segundo Toshiro Muto, a Olimpíada de Tóquio não será convencional

Segundo Toshiro Muto, a Olimpíada de Tóquio não será convencional

Issei Kato/EFE/EPA

Dois meses após o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o Comitê Organizador segue preocupado com a pandemia da covid-19. A entidade ainda não sabe quanto vai custar o adiamento de um ano e como será realizada a Olimpíada sob novas condições, seguindo as orientações de distanciamento social. Para o Comitê, será uma edição dos Jogos nada "convencional".

"A Olimpíada que teremos daqui a um ano não deve ser uma edição convencional, não será como algo que já vimos", afirmou Toshiro Muto, CEO do Comitê Organizador, nesta sexta-feira. Ele evitou entrar em detalhes sobre como seria realizada esta edição caso a pandemia prossiga com muitos casos até 2021. Os Jogos serão disputados entre 23 de julho e 8 de agosto.

Se a exigência de distanciamento social foi mantida até a Olimpíada, o que alguns estudos já preveem, o Comitê poderá repensar diversos fatores para a realização dos Jogos. Um deles, por exemplo, pode ser a Vila Olímpica. O local deve receber 11 mil atletas olímpicos e 4.400 paralímpicos em apartamentos pequenos.

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A aglomeração natural nas residências provisórias dos atletas pode ser um risco de contaminação, assim como a própria viagem de deslocamento até Tóquio. Há dúvidas também sobre a presença de torcida nas competições.

Com diversos questionamentos pela frente, o Comitê ainda reúne as informações para tomar suas decisões. E uma delas será sobre como vai gastar os US$ 800 milhões (cerca de R$ 4.7 bilhões) que o Comitê Olímpico Internacional (COI) vai fornecer à entidade local como forma de compensação pelo adiamento dos Jogos. Deste valor, US$ 150 milhões serão destinados a comitês nacionais e federações.

De acordo com estimativas da imprensa japonesa, os custos extras do adiamento da Olimpíada oscilam entre US$ 2 bilhões e US$ 6 bilhões (R$ 35 bilhões). Por isso, a ordem geral no Comitê Organizador é cortar custos. "Estamos procurando (espaço para corte) em cada área possível. É o momento de revermos o que realmente é essencial para os Jogos. Quais são os itens obrigatórios? Acho que vamos criar uma nova Olimpíada e Paralimpíada, algo único para Tóquio", disse Muto.

Quando conquistou o direito de sediar os Jogos, há sete anos, os dirigentes japoneses avaliavam que a Olimpíada custaria cerca de US$ 7 bilhões (R$ 41 bilhões). Agora a previsão é de desembolsar US$ 12,6 bilhões. Porém, um relatório de auditoria do governo aponta que o gasto pode chegar ao dobro. Deste valor, US$ 5,6 bilhões é dinheiro público.

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