Esportes Brusque afasta funcionário envolvido em episódio de racismo contra Celsinho

Brusque afasta funcionário envolvido em episódio de racismo contra Celsinho

Passada quase uma semana do caso do xingamento racista dirigido ao meia Celsinho, do Londrina, em jogo da Série B do Campeonato Brasileiro, o Brusque resolveu adotar duas medidas a respeito do episódio.

O clube catarinense informou nesta sexta-feira que afastou o integrante da delegação acusado por Celsinho de racismo e prometeu instalar câmeras para monitorar e captar o áudio das arquibancadas do estádio Augusto Bauer.

Em nota publicada nas redes sociais, o Brusque disse que o membro do estafe do clube acusado de ofensas racistas foi afastado "por prazo indeterminado das atividades do clube até a integral e devida apuração dos fatos". O clube catarinense afirmou que apura "todos os fatos por meio de seu departamento jurídico para que sejam tomadas todas as medidas cabíveis".

Na súmula da partida entre Brusque e Londrina, disputada no último sábado, o árbitro Fábio Augusto Santos Sá Junior deixou registrado que Celsinho "informou ao quarto árbitro que foi ofendido com as seguintes palavras: 'vai cortar esse cabelo seu cachopa de abelha'". De acordo com o que consta no documento, a pessoa foi identificada como membro da delegação do Brusque.

Na última terça-feira, o Londrina publicou um vídeo nas redes sociais em que é possível ouvir o xingamento "macaco" durante o jogo contra o Brusque. O clube paranaense usou o conteúdo para rebater a equipe catarinense que, em um primeiro momento, chamou Celsinho, que denunciou ter sido vítima de racismo, de "oportunista" por meio de nota. Depois, o time de Santa Catarina pediu desculpas em um novo comunicado.

Antes de Brusque x Londrina, Celsinho já havia sido alvo de ofensas racistas em outras duas partidas, contra o Goiás e, uma semana depois, diante do Remo, ambos em julho. Nos dois casos, os xingamentos partiram de profissionais de emissoras de rádio durante as transmissões dos confrontos.

Nesta sexta-feira, Celsinho prestou depoimento no Ministério Público do Paraná (MP-PR), em Londrina, e registrou um boletim de ocorrência sobre o episódio em Santa Catarina.

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