Tóquio 2020

Esportes Após denunciar abusos emocionais, ginasta se prepara para Tóquio

Após denunciar abusos emocionais, ginasta se prepara para Tóquio

'Estou em maior sintonia com meu corpo e entendendo o que meu cérebro ou meu corpo estão me pedindo', disse Laurie Hernandez 

Reuters - Esportes
Laurie sofria com abusos da técnica da seleção

Laurie sofria com abusos da técnica da seleção

Reprodução/Instagram/@lauriehernandez

Estremecida por escândalos desde a Rio 2016, a equipe nacional de ginástica dos Estados Unidos implementou uma série de mudanças na maneira de desenvolver e orientar suas futuras estrelas olímpicas. Para Laurie Hernandez, a maior transformação veio de dentro, ao mesmo tempo em que busca uma vaga no time que irá disputar Tóquio 2020

A jornada dos Jogos de 2016 foi sombria e solitária para a então mulher mais jovem da equipe, que passou por abusos verbais e insultos sobre seu corpo enquanto ajudava no caminho dos Estados Unidos até o ouro olímpico. 

Hernandez viria a público depois com sua dor, acusando a ex-técnica Maggie Haney, com quem começou a trabalhar quando tinha apenas cinco anos, revelando uma rotina de abusos verbais e emocionais que a fizeram travar uma batalha contra distúrbios alimentares e a depressão. 

Após uma investigação da USA Gymnastics, Haney recebeu em abril uma punição que a suspendeu por oito anos, depois reduzida para cinco. 

Mais velha, mais sábia e acompanhada de novos técnicos, a atleta de 21 anos tem uma jornada rumo a Tóquio bem mais agradável.

"Aos 16 eu era como um cachorrinho ansioso, só me diga o que fazer, que eu fazia", disse Hernandez. "Se você dissesse, vamos lá, dê um pulo, uma virada completa e finalize caindo de cabeça, eu diria, 'ok, vamos ver como fazer isso.'" 

"Agora, estou em maior sintonia com meu corpo e entendendo o que preciso, e podendo sentir quando meu cérebro ou meu corpo estão me pedindo para parar." 

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