25 de Maio de 2012
Após o veto ao Pacaembu, capital paulista ainda não conta com um palco para o MMA
Como foi adiantado pelo R7 em janeiro deste ano, a cidade de São Paulo corre o risco de não receber a tão aguardada edição do UFC programada para junho, que contará com a revanche entre Anderson Silva e o marrento Chael Sonnen como luta principal, em duelo que vale o cinturão dos pesos médios (84 kg). E a solução para a capital paulista continuar como sede do evento pode estar em dois velhos conhecidos dos paulistanos: os estádios do Canindé e do Morumbi.
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Pacaembu é vetado e UFC segue sem palco em SP
Quem garante é o secretário de esportes do município, Bebeto Haddad, que afirmou que as regiões em questão sofreriam menos objeções que o Pacaembu - local que sofreu veto da Associação dos Moradores na última sexta-feira (10) - a receber um evento de tal porte.
- Eu não conversei com o UFC sobre o Canindé, mas, particularmente, acho que é uma boa opção. Apesar de também sofrer as restrições quanto ao barulho e horário, a região poderia contornar isso, por não ter tanta pressão dos moradores.
Lei do Psiu pode tirar UFC da cidade de São Paulo
Com capacidade para receber pouco mais de 30 mil espectadores nos moldes de um evento de MMA, o estádio poderia trazer o show de artes marciais pela segunda vez na história, já que em 1998 o ginásio do Canindé foi o palco do UFC 17.5, que contou com a vitória de Vitor Belfort sobre o ainda desconhecido Wanderlei Silva em seu card.
Trata-se de um duelo que também será reeditado, já que os atletas são os treinadores da versão brasileira do TUF (reality Show do UFC) e, como de costume, se enfrentarão após o término do programa.
Cigano defenderá cinturão contra gigante holandês
Outro lugar especulado para “salvar” a cidade de perder o maior evento de MMA do mundo é o Morumbi. O estádio, que conta com capacidade para cerca de 70 mil fãs, era o favorito no início das negociações, mas, assim como o Pacaembu, deverá encontrar problemas com as leis municipais.
- O Morumbi, assim como todos os possíveis palcos da cidade, também teria problema em atender a essas limitações, por ser próximo a uma região residencial. Mas, como é um local privado, é possível que receba o UFC, e que possa pagar uma multa depois do evento. É uma região que não conta com uma liminar impedindo, então possui mais chances.
A liminar citada por Bebeto foi concedida para a Associação Viva Pacaembu, e foi determinante para que o tradicional estádio da zona oeste paulistana não receba o evento.
Afirmando ser defensor de que a cidade conte com o show de artes marciais mistas, Bebeto Haddad, a pedido da reportagem do R7, listou e comentou os principais pontos de São Paulo que poderiam contar com o evento, mas que, por um motivo ou outro, não atendem às exigências do UFC.
- Montar uma arena no Parque do Ibirapuera está fora de cogitação, até pela questão de meio ambiente, e o ginásio é muito pequeno para o UFC. O Anhembi poderia ser uma saída, mas no dia seguinte teremos um show da Ivete Sangalo, e a arena montada lá também não teria mais de 20 mil lugares. Seria o mesmo problema de Interlagos, onde poderíamos montar uma estrutura boa, mas com uma capacidade menor do que a que o evento deseja.
Expectativa e cartel
Programado para o dia 16 de junho deste ano, o evento ainda carrega o sonho de entrar para a história do UFC, caso consiga lotar um estádio de futebol. Com dois recordes em mira, o de maior público da entidade (55 mil pessoas) e o de maior lotação da história do esporte (91 mil fãs, no extinto Pride), os organizadores programaram duas lutas de apelo para o público brasileiro.
Como atração principal, o campeão dos pesos-médios (84 kg) Anderson Silva colocará seu cinturão em jogo pela décima vez. O adversário será o falastrão Chael Sonnen, que garantiu sua vaga na briga pelo título dos pesos médios ao bater o inglês Michael Bisping no dia 28 de janeiro.
Para aumentar ainda mais a visibilidade da edição, Vitor Belfort e Wanderlei Silva farão a revanche da disputa realizada em 1998, no ginásio do Canindé, quando o carioca venceu em meros 40 segundos, para delírio dos presentes.
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