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25 de Maio de 2012

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publicado em 10/02/2012 às 05h30:

Reconhecido como esporte, pôquer quer regulamentar patrocínios e que outros atletas saiam do armário

Chancela oficial deve facilitar para que o jogo seja mais conhecido do grande público

Mauricio Duarte, do R7

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No final de janeiro, o pôquer foi incluído no calendário oficial do Ministério do Esporte. Com isso, a prática do jogo saiu da “marginalidade” e agora estuda os próximos passos. Com a entrada no calendário esportivo nacional, a comunidade dos praticantes quer atrair patrocínios e também contar com o apoio público de muitos astros de outros esportes que gostam das cartas, mas ainda têm certo pudor de admitir.

Para o paulista André Akkari, um dos jogadores brasileiros profissionais mais conhecidos e vitoriosos, campeão do mundo em Las Vegas, acredita que tudo ficará mais fácil a partir de agora. Não é segredo que o pôquer é habitual nas concentrações dos times de futebol, por exemplo, mas os jogadores ainda torcem o nariz para falar disso publicamente. Ao contrário do que ocorre na Europa e nos EUA, onde esses atletas fazem questão, inclusive, de participar de torneios públicos.

- Todos os caras que jogam e tinham um pouco de receio, com essa notícia fica cada vez mais fácil de assumir. Mas é um processo, aos poucos vai mudando e vai ser bacana você falar que joga pôquer. Não é tão simples quanto o cara que trabalha no banco, é uma atividade diferente. Mas a cada passo que a sociedade dá em direção ao reconhecimento fica mais fácil, muito mais do que era cinco anos atrás.

Veja esportistas que apostam suas fichas no pôquer

Para ganhar milhões nas mesas de pôquer, também é preciso cuidar do preparo físico

Agora, a luta dos praticantes de pôquer é pela regulamentação definitiva, inclusive em termos tributários, com recolhimento de impostos. A entrada no CEN (Calendário Esportivo Nacional), diz o Ministério do Esporte, não dá ao pôquer o direito de pleitear leis de incentivo, por exemplo. A inclusão da CBTH no calendário ocorreu por preencher os requisitos necessários, mas o orgão governamental não tem o poder de definir o que é ou não esporte.

Igor “Federal” Trafane, presidente da CBTH (Confederação Brasileira de Texas Hold’Em), explica que a iniciativa faz com que o esporte se insira na economia do país. O próximo passo é angariar o apoio de patrocinadores de fora do universo do pôquer e também abrir um diálogo com o governo para regulamentar, de acordo com as legislações trabalhistas, as profissões derivadas do jogo, como é o caso dos dealers, que distribuem as cartas nas mesas, e também as agremiações e associações ligadas ao esporte.

- Agora somos um segmento da economia como qualquer outro. Queremos o que qualquer segmento da economia quer: atrair patrocinadores, investidores que queiram trazer benefícios. A gente estima que com a disseminação calma e tranquila de investimentos o pôquer tenha um boom e que possa ser interessante para a economia desse país.

O caminho do reconhecimento

O processo até o reconhecimento do esporte foi árduo. Segundo Federal, todos os países são regidos por um acordo esportivo chamado Sports Accord, que abriga as diferentes classes esportivas: esportes de combate, esportes náuticos, esportes coletivos etc. Dentro dessas modalidades, encontra-se a de esportes da mente, que reúne xadrez, damas, go, bridge e em, 2010, o pôquer foi reconhecido nessa categoria pela IMSA (Associação Internacional de Esportes da Mente, na sigla em inglês), órgão ligado ao COI (Comitê Olímpico Internacional), logo após a criação da IFP (Federação Internacional de Pôquer, na sigla em inglês).

A partir daí, era preciso cumprir algumas exigências: mais de 40 federações internacionais filiadas em no mínimo três continentes e um campeonato mundial organizado pela IFP, que aconteceu em novembro, em Londres, sob a chancela da entidade. A partir desses dados, o Ministério do Esporte avaliou a CBTH e a incluiu no calendário nacional.

 

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