Imagine participar de uma prova de rali que, em seus intervalos, obrigue um participante a descer do carro e percorrer um trecho de bicicleta ou de canoa. E. depois, exija que ele faça, com as próprias mãos, uma peça de artesananto, antes de voltar ao carro e andar pela lama.
Essa prova existe, e é chamada no Brasil de rali de estratégia. Neste sábado (3), cerca de 700 pessoas participam de uma prova dessas em Itaipava, na região serrana do Estado do Rio de Janeiro.
A única exigência é ser dono de modelo Mitsubishi 4x4, já que a montadora é a promotora da prova – que teve mais cinco edições neste ano e terá uma última, em novembro, no interior de São Paulo.
O trajeto prevê a passagem por dezenas de casarões do período imperial. As equipes são formadas por até 10 pessoas, divididas em dois carros, que devem seguir sempre juntos, em comboio Muitas vezes as equipes contam com famílias completas: o pai dirige, acompanhado da mulher e dos filhos.
Além de obedecer ao tempo de percurso determinado pela organização, como em qualquer rali de regularidade, os participantes são obrigados, nos pontos de parada, a um tipo de atividade, física ou cultural.
Na edição de Itaipava, um dos participantes de cada equipe terá de cruzar um rio para pegar uma bandeira, que servirá como prova da passagem pelo posto de controle. A forma de cruzar será decidida na hora, por sorteio: pode ser a nado ou de canoa, e a equipe não pode prosseguir com os carros enquanto a prova não for cumprida.
Outra parte da disputa prevê um contato com moradores da região, que ensinarão os participantes a fazer peças de artesanato – sem pelo menos uma peça pronta, a prova não continua.
No fim do dia, o vencedor será quem cumprir o percurso no tempo mais próximo daquele estipulado pela organização. Mais do que o primeiro lugar, o importante é aproveitar o dia para relaxar e entrar em contato com a natureza. Tudo isso participando de uma improvável prova de rali.