25 de Maio de 2012
Veja como foi a partida entre um campeão de botão e o repórter do R7
Quando fui para esse desafio, o de enfrentar um campeão brasileiro de botão, eu tinha uma noção vaga da dificuldade. Sabia que o adversário era melhor, que eu não mexia no meu time havia 13 anos e tudo mais. Porém, não contava com o principal fator de desequilíbrio: o psicológico.
Botões: as peças de acrílico que despertam paixões
Fotos: amor em acrílico e feltro
E olha que essa foi a segunda vez que enfrentei um vencedor do torneio nacional. Quando ainda jogava, "desafiei" um jogador chamado Laguna e o placar foi “apenas” 6 a 0. Para ele, claro. Desta vez, eu esperava dar, pelo menos, umas nove saídas do meio campo.
O desafio começou para mim logo de manhã, antes ainda de eu acordar: sonhei com a partida e no jogo eu perdia por 3 a 0. Ótimo, não seria um massacre da serra elétrica.
Meus companheiros de redação, inclusive, queriam fazer um bolão para descobrirem de quanto eu perderia.
Porém, quando eu cheguei na casa do “Seu” Antônio (que me recebeu muito bem, junto com outros botonistas que, depois, disputaram um torneio amistoso) a tensão foi passando com conversas, histórias engraçadas. Também foi divertido ver os belos times de botões das pessoas que estavam lá. Até que...
... Anunciaram que eu jogaria com o Michilin, um dos maiores jogadores do Brasil. Ninguém notou, mas eu comecei a tremer. O Marcelinho Carioca do meu time chegou a pedir substituição, reclamando de uma suspeita contusão. O Célio Silva mostrou cara de preocupação e o Silvinho desejou ainda estar no Arsenal.
E eu? Já estava preparado para o pior. Mais uma vez fiquei apavorado e fui chutar umas bolas em gol para me acalmar e para praticar um pouco. Nesse momento eu senti como se minha mão fosse feita de pedra. Toda jogada que eu fazia saía errada.
Parece piada dizer isso para quem vê o futebol de botão apenas como uma brincadeira: quem leva o esporte minimamente a sério sofre e fica muito nervoso durante e depois dos jogos.
Quando o jogo começou, senti bem o que era nervosismo. Minhas mãos começaram a suar, perdi o senso de força e errava sempre, ao ponto de tentar um gol e simplesmente "furar" a bolinha.
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