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publicado em 26/02/2013 às 00h30:

Em desabafo, Cris Cyborg desmente presidente do UFC: “Não mandei carta dizendo que ia morrer”

Lutadora brasileira optou por sair do evento para tentar ser mais valorizada

Diego Ribas, do R7


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Nas últimas semanas, o mundo do MMA parou para analisar, apontar a favorita, assistir e comentar o primeiro combate feminino da história do UFC, que foi protagonizado pelas americanas Ronda Rousey e Liz Carmouche no sábado passado (23).

Excluída desse dia histórico por problemas contratuais que não apenas a impediram de enfrentar a queridinha americana Ronda como terminaram por afastá-la do UFC, Cris “Cyborg” escolheu o silêncio. Deu poucas entrevistas, se esquivou de polêmicas e anunciou que fará parte do plantel de atletas do Invicta FC, evento de MMA exclusivamente feminino.

Passado o grande combate, que terminou com a consagração da ex-judoca olímpica, a brasileira aceitou conversar com a reportagem do R7 de forma franca, onde revelou alguns detalhes nunca divulgados sobre a frustrada negociação com o maior evento de lutas do mundo, além de desabafar sobre a falta de apoio e do excesso de cobranças, a seu ver, indevidas.

Acompanhe a página de MMA do R7

— Resolvi seguir meu coração mesmo. Nesse esporte, um erro basta para todo mundo te julgar. Foi assim comigo com aquela história do doping e decidi focar na minha realidade

Leia a conversa completa com Cris “Cyborg”:

R7 – Cris, como você avalia o seu atual momento? Assinou com o Invicta FC e saiu de forma conturbada do UFC...
Cyborg –
Eu tenho que estar feliz, não importa o que aconteça. Tentamos negociar com o UFC, não deu, e assinei com o Invicta. O evento está crescendo muito e espero ajudar e crescer junto com eles.

R7 – Com a criação de uma categoria feminina no UFC, você acha que o Invicta terá condições de te apresentar oponentes de nível como você teve no Strikeforce e EliteXC?
Cyborg –
É difícil falar. O nosso esporte está apenas começando, então sempre vai ter uma menina boa, e outra nem tanto. Mas sempre respeitei minhas adversárias e sempre continuarei a respeitar. Acredito que terei bons combates pela frente, inclusive contra a Ediane, uma atleta muito dura.

R7 – Esse tempo parada pode influenciar negativamente no seu desempenho?
Cyborg –
Olha, se eu tivesse ficado parada por todo esse tempo, poderia atrapalhar sim. Mas eu mantive o treinamento e cheguei a competir no jiu-jitsu. Cada luta é uma luta, mas os sintomas são os mesmos. Tem que treinar muito para poder fazer frente na hora da luta.

R7 – Como você avaliou o confronto entre Ronda Rousey e Liz Carmouche? Alguma delas te surpreendeu?
Cyborg -
Foi histórico, eu estava lá para ver. Todas nós, lutadoras, tínhamos que ver e estar presente. Sempre pedimos pelo melhor evento do mundo, e agora aconteceu. Foi uma boa luta, as duas mostraram empenho. A Ronda se defendeu bem e conseguiu finalizar. Acho que atendeu a expectativa do público.

R7- Agora que sua questão contratual com o UFC já foi resolvida, você pode falar sobre ela? O que aconteceu de fato que a impediu de lutar no UFC? Muito se falou sobre o seu peso...
Cyborg –
Eu não vi vantagem nenhuma em descer de categoria. Poderia me matar para fazer uma luta, mas nunca os oito combates que eles queriam no contrato. Eu não tenho como saber se ficaria bem no peso. Poderia baixar para 63,5 kg e fazer essa luta com a Ronda. Esses 2 kg fazem muita diferença, quem já perdeu peso sabe. Não sou mais menina e já sofro bastante para bater os 66 kg da minha categoria.

R7 – O Mike Dolce [preparador físico oferecido pelo UFC para ajudá-la] divulgou que conseguiria fazer você pesar 61 kg sem problemas. Vocês chegaram a fazer algum teste?
Cyborg -
Até acho que ele queria me ajudar, mas nos vimos apenas uma vez e ele já disse: “Dá sim. É possível”. Ele não me analisou, não viu meu percentual de gordura e nem a densidade dos meus ossos. Tenho musculatura e ossos pesados. Sou seca e peso 72 kg normalmente, já sofro muito normalmente. Resolvi seguir meu coração mesmo. Nesse esporte, um erro basta para todo mundo te julgar. Foi assim comigo com aquela história do doping e decidi focar na minha realidade. Se o Dana White quisesse mesmo o combate, ele teria, afinal, é o presidente.

R7 – Desde que as partes não chegaram a um acordo, o Dana White passou a te atacar. Ele, inclusive, falou que você fugiu da luta e que teria mandado uma carta explicando a recusa em baixar de peso. O que tem de verdade nisso? Quando a negociação começou a dar errado?
Cyborg –
Nós negociamos por algum tempo, e ficou nessa questão do peso. Depois, eles aceitaram que eu fizesse uma luta com a Ronda no UFC em um peso combinado, por volta dos 63,5 kg, e que depois lutasse três vezes no Invicta. No outro dia, mudaram para oito e, na outra vez, mudaram de novo, e exigiram que eu baixasse para o peso da Ronda. Aí eu pedi para me liberarem, não dava mais. Pedi mesmo, e não foram eles que me liberaram. E também não mandei carta nenhuma dizendo que ia morrer, é tudo invenção. Se fosse para ser modelo, tudo bem, valeria o esforço. Mas eu sou lutadora. Se eles querem uma superluta, o esforço tem que ser de todos. Não adianta eu baixar e ela ficar na zona de conforto.

R7 – A categoria feminina no UFC foi criada para ela e pediram que veteranas, como você, descessem de peso. O quanto isso te incomoda. Você acha que existe uma superproteção em relação à Ronda?
Cyborg –
Essa eu não vou responder, prefiro ficar não comentar. Mas, se a galera vir a luta dela, vão ver claramente o que está acontecendo. Deixo na mão da galera. Nunca neguei luta, quem me acompanhada sabe. Já lutei de graça, mas hoje não, tenho contas para pagar. Sou atleta por amor, mas não posso ficar sem receber como quando jogava handball.

R7 – De junho de 2010 para cá, você fez apenas uma luta. Como esse tempo todo longe das competições te abala?
Cyborg -
Foi difícil negociar nesse tempo. Fiquei quase dois anos parada e fiquei sem luta no Strikeforce. Mas tudo que acontece tem um propósito. Por isso, nunca reclamo. Tento sempre ver da forma positiva, levanto a cabeça e tento contornar os problemas. Se hoje o Invicta é melhor para mim, então isso me deixa extremamente feliz e prometo dar o meu melhor. Quero lutar onde sou bem-vinda.

Veja as respostas do quiz


 


 

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