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publicado em 07/05/2012 às 09h40:

Briga de Wanderlei com Vitor Belfort no TUF escancara mente amadora do MMA

Carioca é um dos poucos lutadores que compreendem a dimensão de um esporte

Denis Eduardo Serio, do R7

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O patético “piti” de Wanderlei Silva ao final da luta do TUF Brasil exibida neste domingo (6) realça bem o porquê de o MMA ainda ser parte profissional, parte amador. O lutador e técnico ficou indignado com o fato de Vitor Belfort ter “casado” uma luta entre dois amigos e quase partiu para cima do rival.

No combate, Gasparzinho enfrentou Rony Jason e perdeu por finalização, tendo inclusive se machucado. Ambos treinaram juntos no passado e, como consequência, não queriam se enfrentar logo de cara. Ambos também sabiam que, para vencer o TUF e conseguir um contrato com o UFC, fatalmente poderiam ser obrigados a realizar tal luta.

Após o combate, Wanderlei entrou no octógono indignado com Vitor Belfort, dizendo que o carioca poderia ter evitado o confronto. Belfort respondeu, em meio a palavrões de Wandeco, que tinha “quebrado um paradigma do esporte”.

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E quebrou mesmo, um paradigma amador e que nunca deveria existir, nem no MMA, nem em qualquer esporte (considerando-se que tal modalidade tenha mesmo a ambição de ser chamada de esporte).

Um dos poucos lutadores esclarecidos do MMA, Vitor sabe que, para o esporte (ou modalidade?) continuar crescendo é necessário que haja profissionalismo e que vícios típicos de instituições pequenas sejam deixados de lado.

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Anderson Silva esbravejou muito quando Belfort o enfrentou, pois ambos já treinaram juntos. Disse que o lutador tinha “quebrado um código de honra”. Péssimo argumento. Tão péssimo que a luta entre os dois foi a mais aclamada de 2011 e rendeu ao MMA e ao UFC um aumento súbito de popularidade no Brasil, algo que faz o esporte (ou modalidade?) e o evento colherem frutos até hoje.

Vitor também sabe que o MMA não pode perder a atual maré de investimentos e interesse público com bobagens que não fazem parte de nenhum esporte já consolidado no cenário mundial.

Fico me perguntando: se Ganso e Neymar, formados juntos no Santos, separarem-se no futuro em Real Madrid e Barcelona, por exemplo, qual seria a reação dos presidentes dos clubes se eles chegassem um dia antes do clássico pelo Campeonato Espanhol e falassem: “Olha, somos amigos, não vamos nos enfrentar porque não queremos ver o outro triste”?

Ou então no tênis, um esporte que tinha tudo para ser altamente impopular, pela sua aura aristocrata, mas que possui um interesse mundial gigantesco e movimenta imensas quantias de dinheiro graças ao extremo profissionalismo da instituição que o gere, a ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), por sinal também uma empresa privada, como o UFC. Imaginem se o número um do mundo, o sérvio Novak Djokovic, dissesse “não” para um confronto contra o amigo britânico Andy Murray na final de Wimbledon? Sério, não consigo imaginar o que a ATP faria com os dois.

Recentemente, o amigo Cesar Cielo e Bruno Fratus, um ex-companheiro de Pinheiros, classificaram-se para os 50 m livre na Olimpíada de Londres, deixando de fora o também competente nadador Nicholas dos Santos. Tenho certeza que ambos gostariam de ver Nicholas subir no bloco em Londres, mas certamente pensaram: “Desculpa, meu camarada, mas é a minha vaga em jogo”.

Isso tem um nome: profissionalismo.

Quer dizer que, se os dois melhores lutadores de uma categoria do UFC forem amigos, o público nunca terá o direito a ver uma luta entre eles? E pior: um deles nunca terá o direito de ser campeão até que o outro perca o cinturão? E se isso durar anos?

O nervosismo de Wanderlei Silva com Vitor Belfort é uma realidade no meio do MMA, mas uma realidade que não pode acontecer. Isso existe porque o MMA ainda é um esporte novo. Não consigo imaginar essas bobagens daqui a 50 anos. Ou então não consigo imaginar o MMA forte daqui a 50 anos.

Sabe quando uma criança sempre é “café-com-leite” nas brincadeiras por ser mais nova e, uma hora, cresce e o grupo já não aceita mais que ela mantenha tal condição? A criança sofre uma crise nesse momento, porque nunca perdera antes e agora vai perder sempre, porque os amigos são mais velhos e se saem melhor nas brincadeiras. O MMA passa por esse momento. Ele cresceu, está começando a ter que se barbear, mas não pode mais querer ser café-com-leite. Nem o esporte (ou modalidade?), muito menos seus lutadores.

 

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